Com uma nova patrulha aérea e uma frota inicial de 32 drones, a Guarda Municipal de Curitiba pretende ampliar o monitoramento da cidade e dar mais rapidez às operações de segurança. A estrutura foi entregue pela Prefeitura nesta terça-feira (28) e será utilizada em patrulhamentos, buscas, fiscalização e apoio às equipes em solo.

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A criação da patrulha havia sido anunciada pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD) em fevereiro e agora entra em operação com frota própria e equipes treinadas. A expectativa é ampliar a capacidade de vigilância da Guarda Municipal, que atendeu cerca de 36 mil ocorrências e realizou 815 prisões em flagrante no primeiro semestre de 2026.

A nova frota reúne equipamentos com diferentes funções. Os mais avançados são três drones DJI Matrice 30T, modelo desenvolvido para operações de segurança pública e resgate. Cada drone possui quatro câmeras.

Os modelos possuem câmeras térmicas, zoom de até 200 vezes, medidor a laser de distância e autonomia de aproximadamente 40 minutos, permitindo localizar pessoas, monitorar áreas extensas e transmitir coordenadas precisas para as equipes em solo. Cada unidade custou cerca de R$ 47 mil.

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A maior parte da frota, porém, é formada por 27 drones DJI Mini 4 Pro, destinados ao patrulhamento cotidiano. Mais leves e compactos, eles podem ser empregados no monitoramento de áreas públicas, fiscalização de eventos e acompanhamento de ocorrências. 

Os equipamentos contam com sensores que evitam colisões, câmera estabilizada, autonomia próxima de 34 minutos e recursos de inteligência artificial. “Ele conta com sensores direcionais, consegue desviar de obstáculos em qualquer posição, possui zoom, estabilização, retorno automático e recursos de inteligência artificial para seguir alvos, pessoas e veículos”, explicou o GM Tobler à Tribuna do Paraná.

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A Prefeitura também adquiriu dois drones DJI Avata 2, voltados para operações em espaços de difícil acesso. Diferentemente dos demais modelos, eles transmitem as imagens em primeira pessoa para óculos de realidade aumentada utilizados pelo operador, permitindo voos em ambientes fechados ou locais com obstáculos. Cada equipamento custou R$ 11.758,50.

Aquisição custou R$ 487 mil

No estudo técnico nos contratos de aquisição dos drones, a variedade de modelos foi escolhida para atender diferentes tipos de missão, desde o patrulhamento preventivo até operações táticas, buscas e mapeamento de áreas.

Ao todo, o investimento foi de aproximadamente R$ 487 mil. Além das aeronaves, o contrato incluiu baterias extras, estações de carregamento, holofotes, alto-falantes e outros acessórios utilizados nas operações. Os equipamentos foram fornecidos pelas empresas NW Drones Comércio e Manutenção de Drones Ltda. e Gohobby Future Technology Ltda., contratadas por inexigibilidade de licitação.