O vigilante Willian Soares, de 27 anos, foi solto na noite de quinta-feira (30) da delegacia da Polícia Civil (PC), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.  A juíza Débora Redmond acolheu o pedido do Ministério Público do Paraná dando liberdade provisória ao vigilante e mantendo a prisão de Danir Garbossa, o cliente do hipermercado que foi o responsável pela confusão que gerou a morte da fiscal de loja Sandra Maria Ribeiro.

Willian foi detido na terça-feira (28) por agentes da Guarda Municipal de Araucária e encaminhado para a delegacia. Passou a noite preso e somente na tarde do dia seguinte prestou depoimento sobre o fato. Segundo o delegado Tiago Wladyka, o vigilante relatou que foi agredido por Danir Garbossa e este tentou ainda pegar a sua arma de fogo. Quantos aos disparos, Willian lembra somente de ter disparado apenas uma vez.

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No pedido do Ministério Público, a liberdade provisória do vigilante foi amparada pela ação de legítima defesa e sem ter a intenção de matar Sandra. “Entende o Ministério Público que o flagrante deve ser relaxado, eis que, da análise das imagens gravadas pelas câmaras do circuito interno do estabelecimento comercial onde ocorreram os fatos, ele agiu sob legítima defesa e, desta forma, sua conduta não constitui crime”, explicou Josilmar de Souza Oliveira, promotor de Justiça em sua manifestação pelo MP-PR.

O pagamento da fiança para deixar a prisão ocorreu em juízo no valor de dez salários mínimos (R$10.390). Quanto a arma que estava sob os cuidados do segurança, ela pertence a Protege, empresa para qual o vigilante trabalha. Willian é habilitado, com registro na Polícia Federal para porte arma de fogo, quando em serviço, cuja profissão está amparada pela Portaria 3.233/13, do Ministério da Justiça.

Empresário segue preso

Já Danir Garbossa segue preso em Araucária. Na manifestação do Ministério Público, o pedido é que o empresário responda criminalmente pela morte de Sandra. O promotor Josilmar de Souza Oliveira, detalha todos os passos de Danir e reforça que se ele não tivesse provocado uma confusão no hipermercado, a moça estava viva.

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“Não restam dúvidas que as condutas de Danir criaram um perigo para o bem jurídico. Se tivesse agido de maneira diversa, ou sequer tivesse atuado, é certo que os fatos seriam inexistentes, e Sandra não teria morrido da forma que morreu. Diante disso, além das demais condutas ilícitas praticadas por Danir, este também deverá responder pela morte da vítima”, escreveu o promotor.

Apesar do pedido do MP, a defesa do empresário espera que nas próximas horas, o cliente seja solto. Ygor Salmen, advogado que representa o cliente do hipermercado, acredita que ocorra o princípio da igualdade e da proporcionalidade no caso. “Acredito no Judiciário e o Danir não tem motivo para ficar preso. Ele não tem passagem policial, tem emprego, residência fixa, pessoa de idade e não é um criminoso. Não se justifica a prisão e queremos uma proporcionalidade no caso”, explicou o advogado.


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