O mês de julho começa com um grande evento astronômico. O único eclipse solar de 2019 ocorre nesta terça-feira (02) e promete, pelo menos por alguns minutos, transformar o dia em noite em algumas regiões. A Lua vai ficar entre a Terra e o Sol, diminuindo consideravelmente a luz do dia por alguns instantes. E tudo isso poderá ser observado de Curitiba — pelo menos em partes.

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O fenômeno está previsto para começar por volta das 16h23, quando a Lua começa seu movimento de encobrir o Sol, e se estender até as 17h39. No entanto, dependendo da região em que a pessoa estiver, o horário e a intensidade do eclipse deve mudar. Na capital paranaense, os curitibanos vão conseguir ver apenas 43% do Sol sendo ocultado, o que deve acontecer entre 17h15 e 17h30.

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Toda essa variação se dá, como explica o diretor do Parque da Ciência, Anisio Lasievicz, por causa do tamanho dos astros envolvidos. Embora o eclipse seja total, quando a Lua fica inteiramente no caminho da luz solar, os brasileiros só vão conseguir ver o fenômeno parcialmente. “A Lua é pequena em relação ao Sol e à Terra e, por isso, bloqueia uma região muito pequena. Então, quem está mais distante dessa linha vê um eclipse parcial, com apenas uma parte do sol ficando coberta”, explica.

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Segundo ele, quanto mais ao sul e oeste do globo, melhor a visualização. “O melhor ponto vai ser algum ponto do Oceano Pacífico”. No Brasil, o melhor local para acompanhar o eclipse deve ser na fronteira do Rio Grande do Sul com Uruguai e Argentina.

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Oportunidade única

O eclipse desta terça-feira, de acordo com Lasievicz, será uma oportunidade única para muita gente observar um fenômeno dessa magnitude. “Em média, as pessoas conseguem ver um eclipse solar total somente uma vez na vida”, diz. Segundo o especialista, a distância e o tamanho dos astros fazem com que esses eventos possam ser visíveis somente em regiões bem específicas, o que o torna algo relativamente raro. “E, em Curitiba, por causa do tempo sempre fechado, as chances são ainda menores”, brinca.

“Assim, quem perder o fenômeno desta terça-feira vai ter que esperar um bom tempo para ter outra chance. O próximo eclipse total do Sol acontece somente em 2045. Neste caso, a sombra deve passar mais ao norte, o que vai tornar a sua visibilidade ainda melhor.

Como observar

Nesta terça-feira, por causa do horário e o fato de o eclipse ser parcial, Lasievicz aponta que vai ser difícil para o curitibano perceber grandes mudanças na iluminação do dia. “Sem filtro, a gente não vai perceber muita coisa. Como vai ser no fim da tarde, o céu já vai estar escurecendo naturalmente”, diz.

Ainda assim, o diretor do Parque da Ciência destaca que, como em todo o eclipse solar, as pessoas precisam tomar cuidado antes de observar o fenômeno. “Você não pode olhar diretamente para o sol, nem com radiografia, óculos de sol ou qualquer outro recurso que não seja um filtro especial”, alerta. E, mesmo com o equipamento necessário, o tempo máximo de observação não pode ultrapassar os 15 segundos seguidos de um minuto de descanso.

Esse filtro pode ser encontrado em lojas de ferragens. Ele é barato e pode ser usado como uma espécie de paliativo para quem quiser acompanhar a passagem da Lua”, explica Lasievicz. “Mas tem que ser o filtro 14, que é usado em máscaras de solda”, destaca. Segundo ele, abaixo desse nível, o olho humano fica completamente sem proteção na hora de olhar para o sol.

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Outro eclipse em julho

Além do eclipse solar desta semana, outro evento semelhante deve ocorrer já no próximo dia 16. No caso, será um eclipse lunar, quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o nosso satélite natural.

Na ocasião, o eclipse também será parcial, o que significa que veremos a Lua já nascer eclipsada, surgindo no horizonte enquanto sai da sombra e já com uma coloração avermelhada.

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