Um dos pontos mais polêmicos da obra da Linha Verde, entre os bairros Bacacheri e Bairro Alto, teve a visita do prefeito Rafael Greca (DEM), na última sexta-feira (19). As obras na Linha Verde naquele trecho começaram em 2016 e, mesmo com o prazo ampliado em 700 dias, segue sem estar concluído. O lançamento do novo edital de concorrência para a contratação de empresa foi oficializado e o prazo de entrega ficou para dezembro de 2021. As obras na Linha Verde já duram 12 anos.

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A obra do Lote 3.2 é engloba a trincheira que irá ligar las ruas Fúlvio José Alice e Amazonas de Souza Azevedo sob a Linha Verde. O novo edital inclui ainda o pavimento da própria Linha Verde na região da trincheira e dos acessos laterais à estrutura. “Essa ligação entre o Bairro Alto e o Bacacheri está parada há bastante tempo. Nós tivemos problemas com a execução da obra. Então, vencemos questões judiciais e agora daremos início à nova licitação para contratar a empresa que terminará o trabalho”, prometeu Greca.

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No polêmico trecho, 74,98% das obras estão concluídas. No histórico, seis aditivos de prazo foram concedidos à empresa que executava os serviços. No entanto, a Secretaria Municipal de Obras Públicas notificou 21 vezes a construtora por não execução de frentes de trabalho, atrasos no cronograma de execução e, por fim, pelo total abandono dos serviços, inclusive marcado pela ausência de funcionários e retirada de materiais e equipamentos do local.

Com estes problemas, o contrato foi rompido no fim do ano passado. Entretanto, a empresa que tocava as obras, a Terpasul, move ação na Justiça questionando o rompimento de contrato. “Diferentemente do que o prefeito pontuou, as questões judiciais não foram vencidas pela prefeitura, que rescindiu unilateralmente o contrato com a empresa Terpasul nos lotes da Linha Verde Norte desrespeitando decisões judiciais proferidas em dois mandados de segurança impetrados pela empresa. Ainda há o fato de que o projeto desta referida trincheira (Fulvio Alice) é de propriedade da Terpasul, pois o projeto da licitação anterior era inexequível, obrigando a empresa a contratar um novo projeto. Ou seja, a PMC está se apropriando indevidamente deste projeto no atual Edital”, diz a empresa em nota encaminhada à Tribuna como pedido de resposta após a publicação desta matéria.

Trecho polêmico da obra estava parado e deve ser retomado em breve. Foto: Arquivo/André Rodrigues/Tribuna do Paraná.

Andamento da obra

A perspectiva da prefeitura é que de agora o andamento das obras siga. A abertura das propostas das empresas participantes do processo licitatório irá ocorrer no dia 14 de julho. O secretário municipal de Obras Públicas, Rodrigo Rodrigues, reforça que foi realizado um levantamento técnico que definiu o que está faltando para terminar a obra. “Após encerrarmos o antigo contrato, fizemos um criterioso levantamento técnico sobre o saldo remanescente da obra, com atenção para a parte estrutural da trincheira e de pavimentação. Esse trabalho prévio habilita o novo processo licitatório”, explicou Rodrigues.

O prefeito Rafael Greca, depois de estar no Lote 3.2, foi ao canteiro de obras do Lote 4.1. As obras estão concentradas na construção de um complexo viário na região do antigo trevo do Atuba. Uma trincheira e dois viadutos estão sendo feitos para garantir melhor fluxo de veículos entre o norte e o sul de Curitiba, na integração com o vizinho município de Colombo e na ligação com estado de São Paulo. “O trevo do Atuba deixará de existir. As estacas que irão sustentar a obra de engenharia já foram construídas e trabalho de escavação está em andamento. O serviço logo-logo vai mostrar resultados efetivos”, afirmou o prefeito.

A Linha Verde começou a ser construída há 13 anos, em 2006, ainda na primeira gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB).


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