Um novo reservatório de água tratada da Sanepar, localizado no bairro Tatuquara, em Curitiba, está em fase final de testes e promete ser inaugurado no mês que vem. Junto com 27 quilômetros de novas tubulações na região, a estrutura pode beneficiar diretamente 130 mil moradores de cinco bairros do Sul de Curitiba: Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial (CIC), Sítio Cercado e Pinheirinho.
A recorrência da falta de água na zona Sul é um problema operacional reconhecido pela Sanepar. Em busca de mitigar os transtornos da área, a companhia afirmou ter investido R$ 40 milhões em melhorias no sistema da região. A diretora de investimentos da Sanepar, Leura Lucia Conte de Oliveira, diz que a companhia trabalha para minimizar ao máximo os desabastecimentos na localidade.
“Em torno de 130 mil pessoas serão diretamente abastecidas”, afirma Conte de Oliveira. “A função do reservatório é dar segurança em 24 horas, principalmente nos momentos de maior demanda.”
O novo reservatório armazena sozinho 10 milhões de litros. Com isto, a capacidade total da região salta de 15 milhões para 25 milhões de litros, garantindo maior segurança hídrica.
Maior reservatório de aço duplo da América Latina
Construído em 12 meses, o novo reservatório de água tratada do Tatuquara é abastecido pelas represas do Miringuava, Passaúna e Iguaçu e amplia a capacidade do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (Saic). De acordo com a própria companhia, a nova unidade de armazenamento é o maior da América Latina a ser construído com a tecnologia do aço de dupla camada.
O novo reservatório mede 54 metros de diâmetro e quase 4,5 metros de altura. Foi feito com placa de aço galvanizado e alumínio, o que, de acordo com a Sanepar, traz maior resistência e durabilidade na parte externa. A área interna foi construída com aço inoxidável, que ajuda a conservar a pureza da água tratada.
27 km de redes: do reservatório até a torneira
O caminho da água que chega até a torneira do morador de Curitiba é longo e funciona como uma grande engrenagem invisível. Tudo começa nas grandes represas da região metropolitana, como Iguaçu ou Passaúna, onde a água bruta fica armazenada. Dali, ela é bombeada para uma Estação de Tratamento de Água (ETA), onde passa por filtros e processos químicos para ficar potável.
Já limpa e pronta para o consumo, a água segue para os grandes reservatórios da cidade – a rede vai contar, a partir de julho, com o novo reservatório do Tatuquara. Eles são como uma grande caixa d’água e funcionam como estoques estratégicos de segurança. Do reservatório, a água entra numa malha de quilômetros de tubulações pela área subterrânea da cidade.
A medida que a água avança pelos bairros, os canos vão ficando menores. O sistema controla e reduz a pressão da água para que ela chegue de forma suave, contínua e sem riscos de romper a tubulação e encanação antiga, até finalmente subir e abastecer as casas das famílias.
Toda a rede de distribuição tem uma vida útil, que é de 50 anos, via de regra. De acordo com a diretora da Sanepar, a tubulação em Curitiba ainda possui muitas áreas com redes antigas. Por isso, a companhia tem um programa para realizar substituições contínuas.
“Quando essas redes começam a apresentar recorrência de vazamento, a gente faz a substituição. Novas interligações vêm para diminuir a pressão no sistema. Nosso objetivo é melhorar a distribuição de maneira que a água chegue na casa das pessoas muito mais tranquila, sem excesso de pressão, o que poderia sim trazer o rompimento das redes”, reforça.
