Como parte do plano de contingência adotado pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba em razão da pandemia do coronavírus, 26 unidades básicas de saúde da capital paranaense que não tinham condições de atender casos suspeitos de covid-19 de forma separada foram fechadas e passaram a direcionar o atendimento para outros postos. De lá para cá, com a estabilidade na curva de contágio do vírus, 12 já reabriram, enquanto outras 7 passam por obras de readequação, que alterarão suas estruturas para garantir um fluxo mais seguro para pacientes e profissionais de saúde.

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Segundo a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, as reformas já estavam previstas e envolviam intervenções como pintura, troca de telhado e melhoria de ventilação e de acessibilidade. “O processo é demorado porque envolve projeto, liberação de recurso, edital de licitação e acabou que o resultado saiu em meio à pandemia”, conta. “Aproveitamos para fazer nessas reformas a adaptações para o chamado novo normal.”

As duas principais mudanças estruturais são a disponibilização de uma sala exclusiva para atendimento de casos respiratórios, portanto suspeitos de covid-19, e alterações no layout dos consultórios odontológicos, que, diferentemente das outras salas de consulta, permitem o atendimento de três a quatro pessoas no mesmo espaço físico. Nestes ambientes, estão sendo instaladas divisórias entre as cadeiras e o número de atendimentos simultâneos pode ser reduzido, dependendo do posto de saúde.

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“É um trabalho que envolve estruturas hidráulica, elétrica, de ar comprimido e destinação de resíduos, que requerem cuidados do ponto de vista ambiental”, explica a secretária. “São mudanças de longo prazo. Não tem mais como atender como atendíamos antes.”

No momento, estão em obras as unidades Nossa Senhora da Luz, na CIC; São Paulo, no Cajuru; Ipiranga e Vila Feliz, no Pinheirinho; Pompeia, no Tatuquara; Nova Orleans, em Santa Felicidade; e Vista Alegre, no Boa Vista. À medida que os postos vão sendo reabertos, outras sete unidades devem passar pelo mesmo processo até o ano que vem. Curitiba tem ao todo 111 unidades básicas de saúde.

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Márcia explica que com a chegada da covid-19 a Curitiba, o movimento nos postos de saúde despencou até 60% nos quatro primeiros meses da pandemia. “Agora estamos tentando chamar as pessoas para tomarem as vacinas e elas não têm comparecido”, conta. “A da H1N1, que no passado gerou grande procura, estamos com uma cobertura de 50%. A da pólio estamos com apenas 11% em meio a uma campanha nacional de imunização.”