Investigação

Após busca e apreensão, Tico Kuzma diz ser alvo de tentativa de desgaste

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma
O presidente da Câmara Municipal de Curitba, Tico Kuzma, alvo de operação do Gaeco nesta segunda-feira (29); Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

O presidente da Câmara Municipal em Curitiba (CMC), Tico Kuzma (PSD), afirmou, em pronunciamento no início da sessão plenária desta segunda-feira (29), que em ano eleitoral surgem “narrativas para atingir reputações e desgastar adversários” pela imprensa e via redes sociais. Ele foi alvo de operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga prática de rachadinha em seu gabinete e venda de cargos públicos.

Kuzma é pré-candidato a deputado estadual nas eleições deste ano. “Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de má-fé, criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio de redes sociais e também da imprensa”, disse.

Kuzma afirmou ainda não ter sido comunicado formalmente sobre as razões que levaram à operação. “Neste momento, ainda não tenho conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida. Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação”, declarou.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), a Operação Prática Corrente cumpriu na manhã desta segunda-feira 13 mandados de busca e apreensão. Os alvos eram residências de Kuzma e endereços ligados a ele.

“Pressa pra conhecer os fatos”, diz Kuzma

Antes do pronunciamento, informa a Câmara, o presidente leu um comunicado institucional da casa em que informa que o Legislativo autorizou o acesso ao gabinete “em atendimento à solicitação da autoridade competente”, e reforçou que está “à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários”.

“Como presidente da Câmara Municipal de Curitiba, faço questão de reforçar que a instituição permanece à disposição para colaborar com tudo que for necessário, com responsabilidade, transparência e respeito às autoridades”, afirmou. Kuzma acrescentou que os esclarecimentos serão prestados à imprensa, população e vereadores assim que houver conhecimento dos fatos.

Ele disse ainda ter pressa em conhecer oficialmente o teor da investigação para enfrentar o que chamou de tentativa de desgaste político. “É justamente por isso que tenho pressa em conhecer oficialmente todos os fatos e faço questão de manter uma linha direta, transparente e respeitosa com a imprensa e com a população”, declarou.

Kuzma declarou que sua postura será de “absoluta tranquilidade, colaboração e compromisso com a verdade”. Após o pronunciamento, seguiu com a ordem do dia da sessão plenária.

O que disse a Câmara

Em nota, a Câmara de Curitiba reforça que autorizou o acesso às dependências da Casa em cumprimento à solicitação do MPPR, e que permanece à disposição para colaborar com as investigações.

Confira o comunicado na íntegra:

“A Câmara de Curitiba informa que, na manhã desta segunda-feira, 29 de junho, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu medida judicial no gabinete do Vereador Tico Kuzma, e na presidência desta Câmara. A CMC autorizou o acesso às dependências do Legislativo, em atendimento à solicitação da autoridade competente, e permanece à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários. Até o momento, a Câmara Municipal de Curitiba não foi formalmente comunicada sobre os fatos que motivaram a medida. Assim que houver informações oficiais, a instituição prestará os devidos esclarecimentos à população e à imprensa, com transparência e responsabilidade”.

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