O prefeito Eduardo Pimentel (PSD) anunciou em seu perfil no Instagram o fechamento da unidade central do Mesa Solidária, que fica atrás da Catedral Basílica de Curitiba. Alvo de críticas sobre sobre supostamente promover a presença de pessoas em situação de rua na região, o que contribuiria para o aumento da insegurança, o restaurante popular será substituído por um módulo da Guarda Municipal.
A região esteve em destaque recentemente por uma série de vídeos divulgados pelo vereador Da Costa do Perdeu Piá (União) denunciando a insegurança na Praça Tiradentes, com tráfico de drogas em plena luz do dia. O político criticou com veemência a falta de ação do prefeito Eduardo Pimentel para combater as práticas criminosas. A grande exposição do vereador causou até uma investigação por parte do Ministério Público sobre sua conduta.
A resposta administrativa da Prefeitura veio com o anúncio feito por Eduardo Pimentel. “Nossa luta é tirar as pessoas das ruas. Tem gente que só reclama e não apresenta solução. Aqui a gente faz diferente. Age. Temos estrutura, agora organizamos para dar mais resultado”, disse. “O módulo da GM terá foco no atendimento ao turista, reforçando a presença constante no Centro para a proteção de quem vive, passa e trabalha na região”.
Ao mesmo tempo, Pimentel confirmou o lançamento do BASE (Bem-estar, Apoio, Solidariedade e Emprego), uma estrutura que além de comida, vai oferecer aos necessitados a possibilidade de receber encaminhamentos para cursos, vagas de emprego e mesmo tratamento para dependências químicas e do álcool. O novo espaço fica na Alameda Dr. Muricy, 71, cerca de 1km distante do antigo Mesa Solidária.
Vereador diz que medida não vai funcionar
O vereador Perdeu Piá disse à Tribuna que a medida anunciada por Eduardo Pimentel não vai funcionar. Ele diz que a presença do Mesa Solidária no Centro trazia problemas para a região, como perturbação de comerciantes e aumento nas taxas de crimes. “O que o Pimentel fez não resolveu o problema. Ele apenas transferiu essa unidade de acolhimento para poucas quadras de distância da praça Tiradentes”.
Segundo ele, a solução é tirar as pessoas em situação de rua do Centro, levando-os para áreas rurais da cidade. Inclusive, disse que criou um projeto (chamado RITA) que pretende aprovar na Câmara dos Vereadores que leva todas as unidades de acolhimento para longe do Centro. “Hoje o viciado tem tudo a sua disposição: comida, roupa lavada, hotel social, bolsa família e o tráfico logo ao lado. É a estrutura perfeita para manutenção do vício”.
