O preço de itens da cesta básica como arroz, feijão, carne, leite e outros estão ficando cada vez mais salgados nas prateleiras dos supermercados de Curitiba. A variação para cima ocorre desde que começou a pandemia de coronavírus (covid-19). No caso do leite, a Tribuna já informou que a alta demanda pelo produto tem impactado no valor final. Já alta geral no valor da cesta básica fez o Procon-PR comunicar a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), na última terça-feira (1.º), para que sejam tomadas providências sobre o aumento. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, na qual o Procon é vinculado, o órgão tem recebido inúmeras reclamações de consumidores, que estão indignados com a postura dos supermercados em relação a esses itens. 

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Uma visita da reportagem pelas prateleiras de supermercados da capital constatou que o quilo do arroz é vendido, em média, por R$ 4,22. O menor valor gira em torno de R$ 3,85. O quilo do feijão está por volta de R$ 6,99, do contrafilé R$ 42,99, o bife de alcatra saí em torno de R$ 28,90 o quilo e o bife de patinho custa cerca de R$ 35,99 o quilo. Até o frango, que costuma ser bem mais em conta, está pesando no bolso. O pacote de 600 gramas de filé de peito congelado está custando em torno de R$ 33,99. Já 1 quilo de sobrecoxa custa, em média, R$ 17,79.

O porteiro Walter Cochinski, 55 anos, ficou indignado com a variação do preço do arroz. Nos últimos dias, de uma semana para outra, o pacote de cinco quilos que estava R$ 13,90 no supermercado que ele costuma ir, passou para R$ 19,90. “Eu ainda olhei o valor anterior, mas como ainda tinha arroz em casa, deixei para comprar na semana seguinte. Acabei pagando R$ 6 a mais. E, depois, dizem que não tem inflação no Brasil”, desabafa Cochinski.

Segundo a chefe do Procon-PR, Claudia Silvano, o aumento no preço dos itens foi constatado nos últimos dias e, por isso, a Senacon foi comunicada. Mas, conforme explica a Claudia Silvano, não não é só no Paraná que isso ocorre. “Comunicamos e solicitamos providências para a Secretaria Nacional, pois identificamos aumento de preço em outros estados também”, disse a chefe do Procon-PR, que reafirmou o compromisso na defesa dos direitos do consumidor. Claudia tem uma coluna na Tribuna do Paraná com dicas e recomendações aos consumidores.

O secretário da Justiça, Família e Trabalho, Mauro Rockenbach, aponta que o momento da pandemia é delicado e promete trabalhar para garantir os direitos do consumidor. “O atual momento ainda é delicado e o Procon está atuando incansavelmente em suas plataformas digitais para garantir que os direitos do consumidor não sejam desrespeitados”, ressaltou 

Como reclamar

Em caso de dúvidas e reclamações o consumidor pode acessar os canais de atendimento online do Procon-PR através do site Consumidor ou pelo app Consumidor. E se a empresa não estiver cadastrada, basta entrar no site do Procon-Pr e clicar no banner “Faça aqui sua reclamação”.

Como achar produtos mais baratos?

O aplicativo gratuito Menor Preço, do governo do Paraná, ajuda o consumidor na hora de economizar. Com o app instalado no celular e o produto em mãos, basta mirar o código de barras e ver qual é o menos preço cobrado por aquele produto em um raio de até 20 quilômetros de sua localização atual. O aplicativo está disponível para sistemas Android e iOSÉ possível economizar não só com alimentos, mas com combustíveis também.