O caso da mulher que teve parte do dedo decepado ao pegar uma carteira que explodiu em frente ao Jardim Botânico de Curitiba está sendo tratado com prioridade pela Polícia Civil, que solicitou laudo da perícia para saber que tipo de explosivo foi usado.

 A ocorrência que mobilizou o Esquadrão Antibombas da Polícia Militar aconteceu no fim da tarde de sexta-feira (6), na Rua Engenheiro Ostoja Roguski, a poucos metros do portão do parque, um dos principais cartões postais de Curitiba.

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A vítima, Ana Maria Pereira da Silva, 53 anos, prestou depoimento na manhã desta segunda-feira (9) na Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam) após passar por cirurgia para reconstruir o dedo no Hospital Cajuru. Ela foi à delegacia com uma blusa encobrindo a mão ferida e não quis falar com a imprensa.

O delegado André Gustavo Feltes, que conduz o inquérito, diz ter encaminhado o restante do explosivo que estava na carteira para a perícia. Com este laudo, a polícia saberá o tipo de explosivo usado.

O objetivo é também verificar como o artefato foi acionado: se houve acionamento remoto ou se havia algum tipo de temporizador. “Isso a gente só vai poder falar com mais precisão quando sair o laudo. É um caso prioritário. Temos que saber o potencial lesivo desse explosivo que causou uma lesão grave, mas que poderia ser até pior”, enfatiza o delegado.

Depoimento

No depoimento na manhã desta segunda, Ana Maria disse à polícia que se abaixou para pegar uma carteira que estava no chão e antes mesmo de tocar o o objeto ouviu uma explosão. Segundo o delegado, Ana Maria não percebeu nada de estranho, nenhuma movimentação suspeita de pessoas, antes de se aproximar da carteira. “Ela rapidamente percebeu que a mão estava sangrando e foi buscar ajuda no comércio próximo”, informa Feltes.

Relato que bate com o do comerciante Robson Lisboa, que prestou os primeiros socorros à mulher. “Quando ia fechar o portão principal, ouvimos o barulho. E não foi uma explosão fraca. De imediato, pensei que era um tiro, porque foi um barulho bem alto. Quando entrei para a loja, apareceu a mulher sem um pedaço de um dos dedos”, relata Robson.

Investigação

Os investigadores agora buscam testemunhas que possam ter presenciado a ocorrência. A Polícia Civil também segue em busca de imagens nas câmaras de monitoramento da região que possam ajudar a encontrar o autor do atentado.

Uma das hipóteses levantadas pela polícia é de que o caso seja uma brincadeira de mau gosto. “Pode ter sido uma brincadeira em que o autor errou na carga. Por isso friso: se alguém no parque ou que estivesse passando na rua percebeu algo, por mais irrelevante que possa parecer, venha para a delegacia e nos relate”, solicita o delegado. Para denúncias, o telefone da Deam é o (41) 3235-6476.