A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) publicou, nesta quinta-feira (24), o edital de concessão da Pedreira do Atuba, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Após a assinatura do contrato, o espaço poderá ganhar uma nova função, voltada à realização de shows, eventos, atividades de lazer e atrações turísticas.
Desativada desde meados de 1930, a área já abrigou uma usina de asfalto e uma fábrica de artefatos de concreto, além de ter sido utilizada como depósito de veículos apreendidos pela polícia. Em 2020, a Amep assumiu a área e iniciou um amplo trabalho de regularização fundiária dos imóveis, retirada dos veículos que ainda permaneciam no local e contratação dos estudos técnicos que deram origem ao edital.
Em abril de 2025, foi sancionada a Lei Estadual nº 22.365/2025, que autorizou o Poder Executivo a conceder à iniciativa privada o direito de exploração do local para fins turísticos e educativos. A empresa vencedora do edital terá que desembolsar, no mínimo, R$ 300 mil, valor estabelecido como lance mínimo.
O critério de julgamento será o maior valor de outorga fixa, e a vencedora poderá administrar o espaço por 30 anos. O edital estabelece ainda investimentos mínimos de R$ 57.239.494,47 por parte do parceiro privado.
Durante o período de concessão, será proibida a implantação de estruturas comerciais ou industriais. Conforme os documentos publicados, a concessão tem como objetivo garantir a conservação, operação, manutenção e exploração da Pedreira por meio de atividades esportivas, de ecoturismo e aventura, além de ações de lazer, eventos populares e atividades culturais.
Como será o novo espaço?
O projeto prevê a implantação de estruturas voltadas ao turismo, ao lazer e aos esportes de aventura. Entre as possibilidades está a criação de um espaço para receber shows e grandes eventos, em uma proposta que pode fazer da Pedreira do Atuba uma nova opção alternativa a Pedreira Paulo Leminski para atrações desse tipo.
Entre as estruturas previstas estão um espaço de eventos, auditório, restaurantes, estacionamento, sanitários e demais instalações necessárias para dar suporte ao empreendimento.
O projeto também prevê a criação de um Espaço de Ciência e Pesquisa com foco em geologia. A estrutura deverá funcionar como ponto de recepção de pesquisadores, espaço educativo e área de exposições, além de abrigar a criação e manutenção de um acervo técnico em articulação com entidades de pesquisa e universidades.

A futura concessionária também terá que lidar com restrições para a implantação das estruturas. Como parte da área é atravessada por uma linha de transmissão de energia elétrica, existem limitações específicas sobre onde e como determinadas edificações poderão ser construídas nessa faixa.
Além disso, a empresa responsável pela concessão deverá executar obras de contenção e o saneamento de pontos de esgoto a céu aberto existentes na área.
Quando vai a leilão?
As empresas interessadas em disputar o certame deverão entregar os envelopes previstos no edital até as 15h de 19 de novembro, na sede da Amep. A data e o horário também correspondem à sessão de abertura das propostas cadastradas, que será realizada de forma pública.
Após o encerramento dessa etapa, a licitante vencedora será convocada para assinar o contrato em até 60 dias, prazo que poderá ser prorrogado. O período de concessão de 30 anos terá início a partir da assinatura do Termo de Entrega do Bem Público.
O projeto integra a carteira do Paraná Parcerias, vinculada à Secretaria do Planejamento, e foi desenvolvido com apoio da Paraná Projetos e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).
