Braços cruzados

Paralisação de motoristas afeta milhares de passageiros de ônibus em Curitiba

Imagem mostra ônibus parados em uma rua de Curitiba.
AO menos 10 linhas de ônibus estão com os serviços afetados por causa dos atrasos salariais, segundo os motoristas. Foto: Reprodução/Bom Dia Paraná/RPC.

Desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (14/01/2026), usuários de algumas linhas do transporte público de Curitiba enfrentam transtornos devido à paralisação de motoristas e cobradores da Auto Viação Mercês. A medida afeta mais de 10 linhas de ônibus que atendem principalmente as regiões oeste e norte da capital paranaense. Em assembleia nesta madrugada, os trabalhadores decidiram cruzar os braços.

No terminal Santa Felicidade, passageiros formaram longas filas à espera de alternativas para seus deslocamentos. Segundo posicionamento nesta terça-feira (13), feito pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), funcionários da empresa decidiram não liberar os veículos em protesto contra atrasos nos salários. Segundo os trabalhadores, o 13º salário teria sido parcelado em quatro vezes, agravando a situação financeira de muitos colaboradores.

Entre as principais linhas afetadas em Curitiba estão: Passaúna, José Culpi, Butiatuvinha, Campina do Siqueira/Santa Felicidade, Santa Felicidade, Fernão Dias, Jardim Pinheiros, Jardim Ipê, Saturno Veneza, Santa Cândida/Santa Felicidade, Interbairros 4, Ouro Verde, Vila Badia e o Ligeirinho Bairro Alto Santa Felicidade.

A situação, semelhante a uma greve de ônibus em Curitiba, tem causado transtornos significativos para milhares de usuários que dependem dessas linhas para chegar ao trabalho, escolas e compromissos diversos. Segundo reportagem do Bom Dia Paraná, da RPC, outras empresas estão fazendo a compensação de ônibus para suprir os que estão faltando, mas ainda assim existe fila.

Em nota, a Urbs informou que acompanha a paralisação e atua para reduzir os impactos à população, adotando medidas operacionais imediatas.

Segundo a Urbs, a empresa Mercês integra um consórcio juntamente com o Transporte Coletivo Glória e a Auto Viação Santo Antônio. As linhas operadas pela Mercês estão sendo absorvidas pelo próprio consórcio, com remanejamento de frota e equipes.

A Mercês é responsável pela operação de 11 linhas exclusivas e 8 linhas compartilhadas. Com a reorganização realizada pelo consórcio, a URBS trabalha para diminuir os impactos na operação dessas linhas, garantindo a continuidade do atendimento aos usuários.

“A URBS esclarece ainda que todos os pagamentos às empresas de transporte coletivo estão rigorosamente em dia, conforme os contratos vigentes com os consórcios operadores, não havendo qualquer pendência financeira por parte do Município. A URBS ressalta que, por se tratar de serviço essencial, eventual paralisação deveria ter sido comunicada com antecedência mínima de 72 horas, conforme prevê a legislação, de modo a permitir a adoção de medidas preventivas e a redução de prejuízos à população”, diz a nota da Urbs, que ressaltou ainda que a relação trabalhista “é de responsabilidade exclusiva das empresas operadoras em relação aos seus empregados, não cabendo ao poder público ingerência sobre esse vínculo”, finaliza a nota.

A aí, Sindicatos?

Até o fechamento desta edição, não havia um posicionamento oficial do Sindimoc, do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) e da Urbanização de Curitiba (Urbs), responsável pelo transporte público da capital.

A reportagem segue aberta para manifestações dos órgãos envolvidos e acompanha os desdobramentos da paralisação.

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