A Prefeitura de Curitiba iniciou, nesta semana, a restauração do Solar do Barão, localizado na Rua Carlos Cavalcanti. O projeto prevê investimento de R$ 19 milhões e prazo de execução estimado em até dois anos. 

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Após a conclusão, o espaço voltará a abrigar salas de cursos e exposições dos Museus da Fotografia e da Gravura, a Gibiteca, os ateliês de gravura e um bloco dedicado à guarda do acervo artístico da Fundação Cultural de Curitiba. 

Desde 1978, o imóvel é tombado como Patrimônio Histórico do Paraná. O palacete de três andares é um exemplar do estilo neoclássico e integra a história urbana da capital. 

Durante o início das reformas, a Fundação Cultural registrou, em imagens, cômodos já conhecidos pelo público. As salas incluem tetos com lustres, janelas do tipo capelinha, portas amplas e a tradicional escadaria interna. Confira, abaixo, as fotos:

Solar do Barão já recebeu figuras históricas

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Situado próximo à Praça Tiradentes e ao Passeio Público, o edifício se destaca pela fachada em tom vermelho-terra. O palacete, construído em 1880, ocupa cerca de 3 mil metros quadrados, distribuídos em três blocos. 

O bloco A serviu como residência familiar do ervateiro Ildefonso Pereira Correia. Após sua morte, em 1894, a viúva, Maria José, e seus filhos iniciaram a construção da chamada Casa da Baronesa.

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A fachada, marcada por 12 janelas frontais e detalhes inspirados na arquitetura clássica, como colunas e ornamentos que remetem ao Partenon, evidencia o prestígio da época. Além disso, o local chegou a receber figuras históricas, como a Princesa Isabel e o Conde d’Eu, em 1884, pouco após sua inauguração.

Ao longo do tempo, o imóvel teve diferentes usos: de residência familiar a instalação militar, até se consolidar, a partir da década de 1980, como um dos principais polos culturais de Curitiba. Durante o período de obras, no entanto, as atividades do Solar foram temporariamente transferidas para outros espaços na região do Largo da Ordem.