Luciano Carvalho (PP) tomou posse nesta segunda-feira (31) como o mais novo vereador de Curitiba. A posse ocorreu às 9h, na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Ele era o segundo suplente do Partido Progressistas e assume a cadeira depois da cassação de Lórens Nogueira (PP).

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Luciano recebeu 3.877 votos para vereador nas eleições de 2024. No pleito de 2020, terminou com 2.340 votos. Ele atua como líder comunitário no Moradias Augusta, na CIC, e afirma já ter protocolado mais de 1.500 solicitações de melhorias junto ao poder público, entre pedidos à Central 156, da Prefeitura, ofícios e requerimentos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Em seu discurso de posse, ele agradeceu aos familiares e amigos. “Caminharam comigo na rua na Cidade Industrial de Curitiba e em outros bairros acreditando que nosso projeto ia dar certo, e hoje se eu estou aqui é por causa de vocês, que me colocaram aqui”, disse.

“Vocês podem ter certeza de que nós vamos trabalhar muito, mas muito mesmo, como a gente sempre trabalhou pela nossa cidade”, prosseguiu, encerrando com o bordão ‘a luta não para’, que utiliza nas redes sociais.

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Aos 48 anos, Luciano Carvalho é graduado em Gestão Pública, com MBA em Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal, e possui pós-graduações em Políticas Públicas, Direitos Sociais, Marketing Político e Ciência Política. Como líder comunitário, já presidiu o Conselho Local de Saúde da Unidade de Saúde Augusta e integrou o Conselho do Colégio Estadual Teotônio Vilela.

Cassação de Lórens Nogueira

O Plenário da CMC decidiu no dia 20 de agosto cassar o mandato do vereador Lórens Nogueira por quebra de decoro resultante da prática de “rachadinha” — quando servidores e assessores repassam uma parte ou o valor integral dos salários de volta ao político ou a pessoas ligadas a ele.

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O processo contra Nogueira na Câmara Municipal foi apresentado após a Operação Déjà-Vu, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR).

Em maio, a Justiça aceitou a denúncia do MP contra o vereador, que se tornou réu pelo crime de concussão: quando um agente público usa sua função para exigir vantagem indevida para si mesmo ou para terceiros.

Gravação em vídeo feita no âmbito da operação mostra ele recebendo R$ 5.600,00 em espécie de uma servidora. Segundo o parecer final da Comissão Processante, Nogueira se valeu de seu poder de influência sobre a indicação de cargos comissionados para constranger a servidora a devolver parte do salário. Em depoimento, ela afirmou que, dos R$ 11.000,00 líquidos que recebia no cargo, era obrigada a repassar aproximadamente R$ 5.600,00 em espécie diretamente ao vereador.