Após pouco mais de seis anos sob o mesmo comando, a Guarda Municipal de Curitiba ganhou um novo comandante e superintendente em fevereiro deste ano. Com 34 anos de serviço na corporação, o inspetor José Carlos Felipus Costa assume o posto no lugar de Carlos Celso dos Santos Júnior, que passou a atuar como assessor estratégico no gabinete da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT).
Em entrevista à Tribuna do Paraná, Felipus Costa afirmou que uma das bases do novo comando é fortalecer a segurança por meio de ações preventivas e ampliar a presença dos agentes nas ruas.
À frente da corporação, ele defende a ocupação dos espaços públicos como estratégia central. “A diretriz que temos é para que nós façamos a nossa ação preventiva. Guarda na rua, guarda trabalhando, guarda fazendo a prevenção nos locais, nos espaços públicos, e esteja perto da comunidade”, declarou.
O comandante, que se define como “homem de tropa”, sustenta que a presença física impacta diretamente na prevenção. “Se nós deixarmos esse espaço público, eles serão tomados”, resume. Além da ostensividade, ele destaca a importância da cooperação com outras forças e do uso de tecnologia, como a Muralha Digital e ferramentas de reconhecimento facial, para apoiar o enfrentamento à criminalidade.
Parcerias em Curitiba
Segundo ele, a troca com outras corporações é permanente. “Nós sabemos onde tem a Polícia Militar e eles sabem onde tem um guarda municipal justamente porque as missões acabam se assemelhando nesse quesito. E aí a gente acaba contribuindo e ampliando as forças dos dois lados”, afirmou. Para o comandante, a comunicação entre as corporações “é muito saudável aqui em Curitiba e a gente tem evoluído muito bem”.
Entre as ações de maior repercussão no início do ano estão as abordagens relacionadas a candidatos à internação involuntária, realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Fundação de Ação Social (FAS) com apoio da Guarda, apesar da corporação não atuar diretamente na iniciativa.
“Esse mapeamento das pessoas que necessitam desse tipo de internamento é feito pelos dois órgãos. Eles é que identificam e nos sinalizam em algum ou outro lugar que eles querem nossa presença. Nesse caso, quando estamos presentes, a nossa missão é pura e simplesmente dar segurança para os profissionais que farão a abordagem”, explicou.
Novos guardas e mais projetos
Com concurso público em andamento, uma das expectativas do comando é recompor e ampliar o efetivo, embora o número previsto ainda não cubra toda a demanda. “Esses profissionais não serão suficientes para cobrir todas as necessidades, mas vamos aplicar da melhor forma possível esse saldo. E isso precisa estar associado a investimentos que já estão sendo feitos em equipamentos e veículos”, afirmou.
Os primeiros chamamentos devem suprir vagas abertas por aposentadorias. A previsão é incorporar os 100 primeiros guardas no segundo semestre, com início das atividades entre dezembro e janeiro de 2027, após a formação que dura, em média, seis meses. A meta da gestão municipal é chegar a 400 novos profissionais até o fim do mandato.
O comandante também adiantou que há projetos para fortalecer equipes especializadas. “Temos boas ideias que estão em plano de governo. Algumas já devem começar a ser implementadas neste ano, além do aumento no efetivo”, concluiu.
No plano de governo do prefeito Eduardo Pimentel, estão previstas ações de policiamento inteligente, com uso de tecnologia e estratégias baseadas em análise de dados para qualificar os serviços de segurança e aprimorar diagnósticos situacionais. Para a Guarda Municipal, a proposta inclui adequar a aplicabilidade operacional do efetivo nas regionais Boa Vista, Boqueirão, Matriz, Pinheirinho e Santa Felicidade.
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