Um novo edital de licitação publicado pela Prefeitura de Curitiba na última semana, dia 11 de junho, revelou detalhes da execução das obras de infraestrutura viária do Lote 3 do eixo BRT Leste-Oeste. O megaprojeto do transporte coletivo pretende conectar Curitiba à cidade de Pinhais a um investimento de R$ 94 milhões.

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A nova grande obra vai afetar a vida prática dos curitibanos pelos próximos anos. De acordo com o edital, vão acontecer intervenções na Av. Affonso Camargo (entre a Rua Schiller e a divisa com Pinhais) e na Av. Prefeito Maurício Fruet (entre a Rua Professor Nivaldo Braga e a Rua Desembargador Mercer Júnior).

O prazo de execução das obras é de 720 dias, quase dois anos contados a partir da ordem de serviço pela empresa vencedora da licitação. O contrato total prevê vigência de 900 dias – cerca de dois anos e meio.

O que será feito na prática?

O documento foca em infraestrutura viária, com melhorias de pistas, calçadas e sinalização. Não há menção à compra direta de veículos.

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De acordo com a prefeitura, o Lote 3 do BRT Leste/Oeste prevê a reforma das estações-tubo Viaduto Capanema, Hospital Cajuru, Jardim Botânico, Delegado Amazor Prestes, Maria Aguiar Teixeira, Pastor Manoel Virgínio de Souza, Paulo Kissula, Vila Nova e Germânia e desativação da estação Urbano Lopes. Também está prevista a revitalização do entorno das praças Mansueden dos Santos Prudente e Guilherme Donatti, do Jardinete Francisca Tony Matias e implantação de passarela de pedestres na Estação Hospital Cajuru.

O projeto prevê novo asfalto nas ruas da região do Cristo Rei, Jardim Botânico, Cajuru e Capão da Imbuia. Há também previsto um novo pavimento nas vias com placas de concreto, que garantem mais resistência para o tráfego pesado de ônibus.

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O edital menciona a requalificação dos terminais, mas não apresenta uma lista nominal com os locais que vão passar por obras. Geograficamente, os terminais que atendem a esses eixos na região são o Terminal Capão da Imbuia e o Terminal Vila Oficinas. Uma das exigências para a empresa contratada é a criação de dispositivos de sinalização para delimitar as áreas trabalhadas e isolar locais com desníveis ou acessos interrompidos dentro dos terminais durante as obras.

Prefeitura impõe exigências rígidas para diminuir os transtornos à população

Na descrição do edital, a prefeitura exige que as obras devem ocorrer preferencialmente entre 7 e 19 horas, podendo ser reavaliadas em finais de semana e feriados. A empresa deve garantir que os moradores consigam sair de casa pela manhã e retornar à noite. O acesso a serviços e ao comércio na área afetada não pode ser interrompido.

A prefeitura também impõe que devem ser definidos horários de interrupção parcial de tráfego, rotas alternativas e sinalização noturna clara.

Será obrigatória a criação de “Caminhos Seguros”, com corredores de passagem protegidos por cercas ou guarda-corpos e caminhos livres de obstáculos para pedestres.

As áreas com iluminação reduzida por causa das obras, para o remanejamento de postes, devem ser sinalizadas para evitar riscos a grupos vulneráveis, como mulheres e idosos.

No edital, a Prefeitura de Curitiba pede para que a empresa vencedora apresente um plano de trabalho detalhado antes de começar, incluindo o cronograma de cada rua atingida. Uma regra importante é que a contratada deve finalizar completamente um trecho antes de abrir novas frentes de serviço. Assim, ajuda a evitar que várias ruas fiquem interditadas ao mesmo tempo, sem conclusão.