A Prefeitura de Curitiba está na fase final de elaboração do edital da nova concessão do transporte coletivo, com divulgação prevista para as próximas semanas. Ajustes finais estão sendo realizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) devido ao novo cenário mundial do preço do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio, e à antecipação de alguns investimentos para maior conforto aos passageiros.

continua após a publicidade

A nova concessão é a maior da história do município e prevê modernização do sistema, com novas linhas, implantação de integração temporal ampla, aumento da frota e a transição energética para ônibus zero emissões. A documentação foi encaminhada ao Tribunal de Contas, que trabalha em conjunto com as equipes da Urbs e do Ippuc.

O leilão será de cinco lotes, sendo dois de BRTs (linhas que circulam em canaletas exclusivas) e três regionais (Norte, Sul e Oeste), com contrato de operação de 15 anos. Os investimentos incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos em cinco anos, 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo do período.

Estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas. A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus. Os novos veículos virão equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado. O projeto também contempla a construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, segundo matéria publicada no site da Prefeitura. .

continua após a publicidade

A nova concessão prevê um fundo garantidor para dar segurança financeira ao projeto e novos indicadores de qualidade do serviço. A transição para a nova concessão deve durar até dois anos, período em que a tarifa, atualmente em R$ 6, não será reajustada. O sistema de transporte de Curitiba envolve 309 linhas, 22 terminais, 330 estações-tubo e atende 555 mil passageiros pagantes por dia útil.

continua após a publicidade