Desfecho!

“Nosso laço termina aqui”, diz Roberto Tomaz à amiga que o abandonou no Pico Paraná

"Nosso laço se encerra aqui", disse Roberto para Thayane em um reencontro em uma praça de Curitiba. Foto: Reprodução/Rede Globo.

O sobrevivente Roberto Faria Tomaz se reencontrou com Thayane Smith em uma reportagem especial exibida no Fantástico, neste domingo (11/1). Os dois haviam iniciado juntos, no dia 31 de dezembro, a trilha para subir o Pico Paraná. Na descida, já em 1º de janeiro, Roberto se perdeu após se separar do grupo e permaneceu cinco dias sozinho na mata até encontrar ajuda em uma fazenda.

O reencontro aconteceu na Praça Eufrásio Correia, no Centro de Curitiba, e foi intermediado pela equipe do programa. Ao ver Roberto, Thayane pediu desculpas por tê-lo deixado para trás durante a trilha. “Desculpa ter deixado você para trás. Acreditei que você ia conseguir chegar até o acampamento. Não imaginei que isso ia acontecer”, disse a jovem, natural do Amazonas. 

Roberto logo após ser resgatado depois de 5 dias perdido no Pico Paraná. Foto: CBM-PR

Thayane contou que tentou entrar em contato com Roberto nos dias anteriores, para conversar sobre o ocorrido e expressar arrependimento. “Se eu não tivesse deixado ele para trás, nada disso teria acontecido”, afirmou. Segundo o programa, o reencontro só ocorreu a pedido da reportagem.

Durante a conversa, Roberto manteve um tom sereno, mas firme. “Eu pedi a Deus que você tivesse chegado bem e a salvo ao acampamento. Eu confiei em você. Entrego sua bolsa com as coisas que estão dentro. O que eu tenho para dizer é: se cuida, que Deus te abençoe e que nosso laço se encerra aqui”, disse.

Relembre o caso

Durante a descida da trilha, no dia 1º de janeiro, Thayane decidiu seguir com um grupo de corredores que caminhava em ritmo mais intenso. Roberto acabou ficando para trás e, ao chegar a uma encruzilhada, errou o caminho. Sem conseguir retornar à trilha principal, passou dias tentando se orientar em meio à mata.

O jovem foi localizado cinco dias depois, em uma fazenda no município de Antonina, após caminhar cerca de 20 quilômetros pelas margens de um rio que corta a área do parque. Ele chegou debilitado, mas consciente. “Foi um erro não ter ido com um instrutor”, reconheceu Roberto em entrevista ao Fantástico.

A operação de busca mobilizou equipes especializadas por cinco dias consecutivos. Participaram montanhistas experientes, trilheiros que conheciam a região e agentes de resgate. Drones e câmeras térmicas também foram utilizados para vasculhar áreas de mata fechada e de difícil acesso.

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