Com objetivo de explicar mais sobre insígnias usadas durante o regime nazista, o Museu do Holocausto de Curitiba, em parceria com o Observatório da Extrema Direita (OED), lançou o guia “Símbolos do Ódio”. O material possui cerca de 100 páginas com imagens e textos explicativos a respeito de 90 emblemas usados pelo regime nazista, incluindo também neonazistas e supremacistas. A primeira divulgação aconteceu na semana passada.

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O guia visa trazer uma compreensão sobre os fenômenos sociais e políticos, que estão associados aos discursos de ódio. Em setembro de 2023, um veículo participou do desfile cívico-militar de Curitiba com um emblema utilizado durante o regime nazista.

O caso motivou uma investigação pelo Ministério Público Federal (MPF), com apoio do Museu do Holocausto, que confirmou a origem do símbolo. No carro, estava uma cruz chamada de Balkenkreuz, que era usada em carros e aviões militares alemães entre 1940 e 1945.

O conteúdo do guia foi gerado a partir de uma capacitação promovida pelo Museu entre abril e julho de 2025, voltada à prevenção do uso de símbolos nazistas em desfiles cívico militares em Curitiba.

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Para acessar o documento, o público geral deve preencher um formulário online, com declaração de vínculo institucional e termos de uso. A liberação do arquivo é feita por e-mail.

Um guia necessário

Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado no ano passado, apontou que 35 mil usuários brasileiros compartilhavam conteúdo neonazista em canais abertos de redes sociais.

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“Os símbolos podem parecer superficiais e inofensivos, mas eles são importantes na construção de ideias extremistas. Eles funcionam como agregadores de um sentimento de pertencimento e identidade”, explica Carlos Reiss, coordenador-geral do Museu do Holocausto, ao portal da Confederação Israelita de Curitiba.

O regime nazista foi uma ditadura de extrema-direita que governou a Alemanha entre 1933 e 1945. Durante esse período, de acordo com informações do Museu do Holocausto, foram perseguidos judeus, pessoas da comunidade LGBTQIA+, negros, povos ciganos, comunistas, anarquistas, maçons, poloneses, eslavos, opositores políticos, chineses, artistas, intelectuais e prisioneiros de guerra.