Uma moradora encontrou parte das joias levadas durante o assalto à Camilo Joalherias, no Shopping Crystal, em Curitiba, nas proximidades da Praça Oswaldo Cruz e devolveu os itens ao proprietário da loja, Camilo Turmina, na tarde de segunda-feira (22).

continua após a publicidade

A recuperação foi divulgada pelo empresário nas redes sociais da joalheria. Segundo ele, a mulher entrou em contato após reconhecer as peças nas reportagens sobre o crime. “Uma senhora muito querida nos ligou e disse: ‘Vi na mídia que as joias eram de vocês, então vou devolver’”, relatou Turmina.

O valor das joias recuperadas e o prejuízo total causado pelo assalto ainda estão sendo contabilizados pela empresa. Durante a ação criminosa, os assaltantes fizeram uma funcionária refém e a obrigaram a acompanhá-los até a saída do shopping. Após liberarem a vítima, os suspeitos fugiram em um carro preto.

A joalheria informou que todos os funcionários passam bem e que ninguém ficou ferido. Em nota, o Shopping Crystal afirmou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e que as atividades do empreendimento seguem normalmente.

Imagens mostram fuga após o assalto

continua após a publicidade

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens encapuzados rendem uma atendente da loja e exigem que ela colocasse dinheiro e joias em um saco branco. Outros vídeos, obtidos pela RPC, mostram os suspeitos caminhando pela região após abandonarem o veículo utilizado na fuga, carregando o mesmo saco usado para armazenar os objetos roubados.

Os criminosos abandonaram o carro utilizado na ação na Avenida Iguaçu, onde a polícia o encontrou pouco depois. Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (23), a Polícia Civil do Paraná informou que ainda não localizou os autores do crime.

continua após a publicidade

“Até o momento, uma pessoa foi convidada para a delegacia em razão de estar envolvida na comercialização dos veículos usados. Porém, essa pessoa não participou ativamente do crime”, afirmou o delegado Diego Martins.

Segundo a polícia, trata-se de um crime considerado incomum para os padrões de Curitiba, por isso, as características podem auxiliar na identificação dos envolvidos. As investigações agora buscam esclarecer a participação de cada suspeito e recuperar o restante das joias e demais objetos levados durante o assalto.