Tribunal do Júri

Julgamento de Ronaldo Massuia é adiado para novembro

Tribunal de Justiça do Paraná.
Tribunal de Justiça do Paraná. Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo (Arquivo)

O julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva foi remarcado para os dias 9 a 13 de novembro. A nova data foi definida após o Tribunal do Júri ser suspenso na última semana, quando o réu teria atentado contra a própria vida dentro do Fórum de Curitiba. Logo após agendar a nova sessão, a juíza presidente do caso declarou-se suspeita e afastou-se do processo.

Ronaldo Massuia é réu pelo assassinato do fotógrafo André Muniz Fritoli e por balear outras três pessoas em um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei, em maio de 2022.

A remarcação e a troca de magistrado ocorrem em meio a questionamentos da defesa sobre as condições de saúde do acusado. Em nota enviada à imprensa, os advogados de Massuia criticaram a remarcação do júri sem a apresentação prévia de laudos atualizados sobre o estado físico e psicológico do ex-policial.

Crise no Complexo Médico Penal

A defesa também trouxe a público dados enviados aos autos pelo próprio Complexo Médico Penal (CMP) do Paraná, onde o acusado está custodiado. Segundo o documento citado pelos advogados, a unidade opera “à beira do colapso assistencial”, contando com apenas um médico em atividade, cuja aposentadoria compulsória está prevista para o próprio mês de novembro de 2026.

“O que se revela, mais uma vez, é o descaso reiterado com a saúde mental de um homem que, sob custódia do próprio Poder Judiciário, tentou tirar a própria vida”, afirmou a defesa em nota, acrescentando que adotará medidas para garantir a integridade do assistido até o novo julgamento.

Relembre o caso

A sessão do júri começou na semana passada e foi interrompida na quinta-feira (10), durante o segundo dia de depoimentos. O réu teria atentado contra a própria vida na cela do fórum enquanto aguardava o interrogatório da última testemunha de acusação, o que levou a juíza a dissolver o Conselho de Sentença.

O crime ocorreu em maio de 2022. Na ocasião, Massuia estacionou o carro em local proibido no posto de combustíveis, envolveu-se em uma discussão com clientes e o segurança do estabelecimento e efetuou cerca de dez disparos dentro da loja de conveniência. O ex-policial federal foi demitido do cargo pelo Ministério da Justiça em abril de 2023 e segue preso preventivamente.

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