O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,21% em Curitiba em julho. O resultado contrasta com o registrado no país, que teve alta de 0,07% no mesmo período. Entre as capitais da Região Sul, a capital paranaense apresentou a menor variação do índice, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ranking nacional, apenas Salvador (-0,32%) e Belém (-0,46%) tiveram quedas mais acentuadas. No Brasil, este foi o quarto mês seguido de queda da inflação. Em março de 2026, a inflação havia ficado em 0,88%. O índice desacelerou para 0,67% em abril, 0,58% em maio, 0,16% em junho e 0,07% em julho.
Em Curitiba, a principal pressão sobre os preços veio da energia elétrica. O reajuste de 19,55% entrou em vigor na capital em 24 de junho e continuou impactando o índice em julho. Além disso, permaneceu vigente a bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Com isso, o grupo habitação teve alta de 3,16% no mês.
As despesas pessoais (0,46%) e o grupo saúde (0,21%) também registraram alta em julho. Na direção oposta, vestuário e transportes tiveram as maiores quedas entre os grupos pesquisados. Os preços de vestuário recuaram 1,86% em Curitiba, enquanto o grupo transportes caiu 1,90%.
Cesta básica ainda está entre as mais caras do país
Alguns dos principais produtos da cesta básica ficaram mais baratos em Curitiba em julho. O tomate teve a maior queda, de 33,13%, seguido pela batata, que recuou 19,37%. Segundo a análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Paraná, os resultados estão relacionados à maior oferta e à produtividade das safras no período.
O café em pó também apresentou redução, de 3,40% no mês. Em 12 meses, o produto acumula queda de 21,90%. Por outro lado, alguns alimentos ficaram mais caros. A banana teve alta de 9,91%, enquanto o feijão-preto subiu 7,42%. No caso do feijão, a elevação está relacionada à oferta mais restrita do grão na Região Sul, após perdas registradas na segunda safra.
Com a queda nos preços dos alimentos, a cesta básica de Curitiba recuou 4,13% em julho. Apesar disso, o valor acumulado no ano ainda registra alta de 9,49%, com preço médio de R$ 807,93. Segundo o Dieese, para adquirir a cesta básica, o trabalhador curitibano que recebe salário mínimo precisa comprometer 53,88% do rendimento líquido.
