Três homens foram presos suspeitos da morte de um rapaz ainda não identificado na tarde da última sexta-feira (20) no bairro Portão, em Curitiba. A vítima seria um homem flagrado roubando uma barra de chocolate dentro de uma das lojas do Supermercado Muffato. Pelo menos um dos suspeitos do crime seria segurança de uma empresa contratada pelo supermercado.
Ao ser abordado pelo segurança, o homem se recusou a devolver o chocolate e saiu da loja correndo. Após ser alcançado, já fora da loja, acabou imobilizado com um golpe chamado “mata-leão”. A seguir ele teria perdido a consciência e morrido.
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O delegado Thiago Filgueiras, da Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade (DHMC), falou sobre a prisão dos suspeitos. “A Polícia Civil prendeu em flagrante na última sexta-feira três suspeitos de praticar um homicídio contra um rapaz no bairro Portão. A prisão foi possível após policiais indetificarem um vídeo no momento em que o corpo foi abandonado em via publica”. Segundo o delegado, a investigação ainda tenta identificar um 4º suspeito.
O corpo do homem vítima do crime está no Instituto Médico Legal aguardando reconhecimento por parte de familiares. Os três suspeitos estão recolhidos ao sistema penitenciário aguardando audiência de custódia.
Supermercado se pronunciou
A reportagem da Tribuna entrou em contato com a assessoria de imprensa do Muffato, que retornou ao pedido de informações com uma nota oficial, que reproduzimos a seguir:
“O Muffato repudia veementemente qualquer ato de violência ou conduta que contrarie os princípios de respeito à vida, à dignidade humana e à ética.
Na noite da última quinta-feira (19), um episódio grave ocorreu nas imediações de uma de nossas unidades, em Curitiba. Os fatos estão sob apuração das autoridades policiais, com total apoio e cooperação do Muffato.
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Quanto a participação dos envolvidos, ainda sob investigação, ressaltamos que a empresa não orienta, autoriza ou tolera qualquer ação fora dos seus protocolos operacionais de segurança e princípios institucionais. A conduta em apuração não reflete, sob nenhuma hipótese, os valores que defendemos.
Manifestamos solidariedade à família da vítima e seguimos colaborando integralmente com as autoridades para que os fatos sejam esclarecidos com transparência e justiça.
Reiteramos nosso compromisso com a integridade, o respeito à vida e a confiança nas instituições”.
Representando o supermercado, o escritório de advocacia Elias Mattar Assad também falou sobre o caso.
“Em seus protocolos de segurança, a empresa sempre instruiu e orientou, de forma expressa e contínua, o uso da máxima cautela aos funcionários e terceirizados, com ações permeadas pela contenção não violenta e estrita aos limites de suas unidades; Este fato é isolado e ocorrido distante de suas dependências;
Ao contrário do que se tem veiculado e, conforme já apurado no inquérito, o segurança terceirizado do mercado não agrediu a vítima – sendo tal ato iniciado por um terceiro totalmente estranho ao estabelecimento; A justiça agirá com rigor para apurar as responsabilidades pessoais de cada um dos envolvidos;
A empresa, desde o primeiro momento, não tem medido esforços para colaborar com as autoridades policiais que ainda investigam o fato.”



