2020 e o golpe do bilhete premiado segue ludibriando vítimas. A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira (30) um casal em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, que utilizava prêmios falsos da Mega Sena e da Quina para subtrair joias e dinheiro das vítimas.

O velho golpe do bilhete premiado ocasionou prejuízo de R$ 30 mil em duas famílias de Curitba. Os golpistas vão responder por estelionato consumado, associação criminosa e falsificação de documento particular.

A estratégia do crime é a mesma há décadas. O golpista aborda as pessoas, geralmente idosos, dizendo que tem um bilhete premiado de loteria, mas que precisa precisa de dinheiro urgentemente. Então ele oferece percentual do prêmio falso em troca de dinheiro ou jóias da vítima. Na tentativa de convencer a vítima, chega o comparsa falando que é advogado, médico ou engenheiro, e que também está interessado pelo bilhete, pra tentar dar veracidade à ação.

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“Eles fingem que ligam para a Caixa Econômica Federal e acabam envolvendo a vítima. A pessoa chega a entrar no carro dos golpistas e leva para a sua casa, qué quando dão os pertences pessoais, dinheiro, até em moedas estrangeiras. As vítimas chegam a pedir um aumento no limite para o gerente do banco”, explica o delegado Emmanoel David, da Delegacia de Estelionato de Curitiba.

Além da prisão, a polícia apreendeu o veículo dos golpistas, que foi reconhecido pelas vítimas. Também forma apreendidos kits com bilhetes de loteria na ação em São José dos Pinhais.

Até o momento, duas vítimas comprovaram que foram lesadas, mas o número de vítimas é maior, segundo a investigação. Conforme David, uma média de três pessoas comparecem à delegacia para registrar golpe do bilhete premiado. Os golpes foram nos bairros Água Verde, Batel e Centro de Curitiba.

“Algumas vítimas não fazem o boletim de ocorrência por vergonha e até mentem para os parentes que foram roubados ou sequestrados, mas na verdade não. Elas foram enganadas”, reforçou o delegado a importância de se registrar queixa.

Golpes na pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus e com as pessoas mais em casa, a estratégia dos criminosos chega muito pelo telefone. Sequestros de familiares que até matou um idoso em Colombo, boletos bancários falsos e até clonagem de mensagem de WhatsApp são formas de enganar diariamente as pessoas.

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“A prevenção no caso é o melhor remédio e desconfie de pessoas oferecendo parcerias, valores exorbitantes em auxílio nestas situações. Em todo caso a vítima pode comparecer em qualquer delegacia de polícia para fazer o boletim de ocorrência ou fazer de sua casa. Basta acessar o site da delegacia eletrônica do estado do Paraná e fazer um boletim online”, orientou o delegado. O endereço virtual é o www.policiacivil.pr.gov.br/BO


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