Chegou ao fim a situação de crise no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, na tarde desta sexta-feira (9). Tropas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) realizaram a invasão tática do imóvel, onde um homem mantinha 13 crianças reféns. O invasor foi morto pelas forças de segurança no local. Todas as crianças foram resgatadas com vida, passam bem e recebem suporte médico, psicológico e acolhimento familiar.
Em entrevista concedida logo após a invasão tática, a porta-voz da Polícia Militar do Paraná, tenente Letícia Martins, confirmou a libertação das vítimas e o desfecho da operação:
“A Polícia Militar do Paraná esteve a todo momento acompanhando a situação. A equipe de negociação fez o adentramento do BOPE e, neste momento, nós temos a situação de reféns encerrada. Tivemos 13 crianças que foram resgatadas, estão todas bem e estão sendo encaminhadas para o atendimento médico, psicológico e acesso às famílias. O autor foi neutralizado com óbito no local”, afirmou a tenente Letícia Martins.
A porta-voz também fez um alerta sobre a circulação de informações não checadas nas redes sociais sobre a identidade e as motivações do invasor:
“Pedimos cautela na divulgação de informações que eventualmente identifiquem esse autor. É muito perigoso fazer uma identificação errada e atrelar um fato desse a uma pessoa errada. A motivação ainda não temos confirmada, vamos concluir o atendimento, dar essa atenção às crianças e familiares, e ao final nos manifestaremos oficialmente com todos os detalhes”, concluiu a tenente.
Em nota oficial emitida logo após o encerramento da operação policial, a Prefeitura de Curitiba confirmou que todas as 13 crianças envolvidas no episódio estão salvas, vivas e em segurança no local.
A administração municipal expressou agradecimento público às forças de segurança que atuaram na ocorrência, destacando a liderança da Polícia Militar do Paraná no gerenciamento da crise, além do suporte prestado pela Guarda Municipal e pelo Corpo de Bombeiros no isolamento e suporte ao perímetro.
A Prefeitura informou também que a Secretaria Municipal da Educação acompanhou o caso desde os primeiros momentos, mobilizando equipes de prontidão para prestar todo o auxílio necessário. Além do suporte imediato no local, equipes de psicologia do município foram acionadas para oferecer acolhimento especializado às crianças, familiares e profissionais da unidade escolar — atendimento que terá continuidade ao longo dos próximos dias.
Segundo o município, a prioridade absoluta neste momento pós-crise é garantir o acolhimento humano, o cuidado e o respeito que a gravidade da situação exige para toda a comunidade escolar afetada.
Com informações da repórter Raisa Toledo.
