“A natação de Curitiba pede socorro!”, clama a professora e proprietária de escola de natação, Márcia Willy, nesta sexta-feira (7). Ela e mais outros profissionais da área fazem um protesto nesta manhã em frente a Prefeitura de Curitiba, pedindo a reabertura das escolas de natação na capital com cartazes #curitibaquernadar . “Não estamos pedindo nenhum favor, estamos sendo tratados de uma forma errônea, deveríamos ser tratados como parceiros. As escolas tradicionais de Curitiba vão fechar”, revela a Willy, que fala em nome dos proprietários.

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Desde o início da pandemia em Curitiba, as escolas de natação segue fechadas. Em bandeira laranja, a capital paranaense chegou a restringir o funcionamento de shoppings e academias de ginástica, que atualmente podem abrir seguindo restrições. Nesta sexta-feira, após uma liminar da Justiça, os bares foram liberados de funcionar mesmo durante a pandemia, mas apenas para serviços de alimentação.

“Tudo em Curitiba está aberto, academias, shoppings, bares. E escolas de natação não? Não estamos aqui mendigando nada, estamos aqui pedindo que nos tratem com respeito”, desabafa Márcia Willy. A proprietária também questiona os critérios científicos para manter as atividades aquáticas fechadas. “Não estamos falando de colocar 300 pessoas dentro da água, mas de um aluno por raia, em água tratada com cloro. Há estudos falando sobre isso”, revela.

Além dos cuidados envolvendo a quantidade de alunos na piscina, as escolas de Curitiba propõem aulas somente para alunos entre 12 e 60 anos. Aulas de hidroginástica, assim como aula de natação para bebês, seriam suspensas. “Trabalhamos com pessoas com doenças cardiorrespiratórias, com obesidade mórbida, diabetes, comorbidades severas. A natação é importante para a saúde delas, que são grupos de risco caso venha pegar a covid-19”, reitera.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informa que vem monitorando os casos de coronavírus diariamente. E é esse monitoramento que também define as medias a serem tomadas para conciliar a proteção dos moradores da cidade contra a infecção da covid-19 com a necessidade de manter a cidade em funcionamento.

A suspensão de atividades aquáticas, segundo a prefeitura, é considerada de alto risco de transmissão do vírus e ainda não podem ser liberadas. “É alto o risco ao sair da água, devido ao contato corporal com várias superfícies, além de se tratar de um ambiente, em muitos casos, sem ventilação e muito úmido. Essas atividades, também, dificultam o uso permanente da máscara”, finaliza a nota.