A tranquilidade virou preocupação para moradores e comerciantes do distrito de Paiol de Baixo, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. Uma loja de confecções foi arrombada duas vezes em menos de 24 horas e o prejuízo chegou a R$ 30 mil. Preocupados com a crescente onda de crimes, uma reunião com o prefeito Bihl Zanetti e autoridades da segurança do município foi convocada e rendeu a promessa de reforço no policiamento em toda a região.

Os problemas nesta região, que fica a 45 quilômetros da prefeitura de Campina Grande do Sul, começaram a ocorrer nos primeiros dias de junho. Na madrugada do dia 3, indivíduos entraram na loja de confecções pelo telhado, quebraram o forro e retiraram alguns produtos após desligarem o alarme. Poucas horas depois, a ousadia destes criminosos impressionou, pois retornaram para levar quase tudo do estabelecimento, que já sofria com a queda nas vendas devido a pandemia do novo coronavírus. A cidade chegou decretar lockdown em maio em algumas áreas como medida de contenção ao coronavírus.

Além da loja, uma padaria e um salão de beleza da cidade foram invadidos por bandidos com arma de fogo. Foto: Divulgação.

“Em 24 horas levaram quase tudo. Roupas infantis, masculina e feminina, mochilas, bonés e outras coisas. Um prejuízo que chega perto dos R$30 mil. Posso falar que estou passando por um luto, pois investi tudo na loja. Estou com medo de trabalhar e voltar lá. Infelizmente, não tem policiamento aqui. A ronda é realizada, mas os bandidos esperam passar a viatura para agir. A loja era um projeto de vida e acabou”, desabafou a proprietária que pediu para não ser identificada com receio de sofrer ameaças.

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Além destes arrombamentos, mais dois casos assustaram o Paiol de Baixo. Uma padaria e um salão de beleza foram invadidos por bandidos com arma de fogo. Ninguém saiu ferido.

Cadê a segurança?

Na terça-feira (09), ocorreu uma reunião na prefeitura para entender melhor os problemas da região. Na oportunidade, participaram da conversa autoridades policiais de Campina Grande do Sul, o prefeito BIhl Zanetti e a associação de moradores representado pelo presidente Valdecir Florêncio dos Reis. A cobrança naturalmente é por mais segurança e que os responsáveis pelos crimes venham a ser detidos. “Foi uma reunião bem boa e estamos dando um voto de confiança.

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Uma das recomendações por parte das autoridades é que os comerciantes registrem a ocorrência. Sem a formalização do fato, fica mais complicado encontrar os responsáveis pelo crime e até mesmo estabelecer uma estratégia de um patrulhamento. Cláudio Crozetta, inspetor geral da Guarda Civil de Campina Grande do Sul, reforça que o trabalho será intensificado, principalmente no período noturno. “Estamos colocando todos nossos esforços e iremos reforçar o patrulhamento. Peço que as pessoas façam o registro oficial, pois temos canais eletrônicos ou telefone. Não precisa ir na delegacia para fazer a denúncia”, disse Crozetta.  O aplicativo para celular é o 153 Cidadão e os telefones 153, (41) 3676-8080 ou 3679-5740. Além disto, o contato da Polícia Militar é no 190 e Polícia Civil de Campina Grande do Sul no (41) 36761218.

Vale reforçar que a onda de arrombamentos atingiu também Curitiba nesta pandemia. Bares e restaurantes foram surpreendidos com o crime e um comerciante chegou a ter a expressiva marca de sete invasões com um prejuízo que ultrapassou R$ 10 mil.


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