Em cerimônia realizada na Ópera de Arame, Curitiba recebeu oficialmente o título de primeira Capital Pró-Vida do país. A homenagem valoriza ações e projetos voltados ao cuidado com gestantes, crianças, famílias, saúde mental e acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa teve origem em uma tribuna livre na Câmara Municipal proposta pela Casa Pró-Vida Mãe Imaculada e ganhou o apoio da Arquidiocese, do poder público e de diversos movimentos sociais.
Para o diretor da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, Padre Silvio Roberto, o reconhecimento carrega uma dimensão que vai além das homenagens institucionais.
“O título tem um significado social muito visível nas ações práticas, mas também um significado espiritual. Para quem tem fé, mostra que estamos fazendo a vontade de Deus ao cuidar do próximo e fazer o bem”, afirmou o sacerdote em entrevista para a Tribuna do Paraná.
O Padre Silvio reforça que a condecoração funciona como um incentivo para ampliar a atuação nas comunidades. A instituição, que já atua há 14 anos no amparo a gestantes e mães em situação de risco, já tem atendimento nos bairros Sabará e a Vila Pantanal, e planeja expandir para outros locais.
Segundo o sacerdote, o título deve funcionar como um verdadeiro despertar em cada morador da cidade sobre o papel individual na defesa do próximo — seja na própria família, nos grupos religiosos ou na atuação do poder público —, fortalecendo no dia a dia uma cultura de proteção e valorização humana.
Durante o evento, o prefeito Eduardo Pimentel destacou que o trabalho da cidade em defesa da vida abrange diversas frentes, como a Rede Mãe Curitibana Vale a Vida e a recente criação da Patrulha da Saúde e da Vida pela Guarda Municipal, voltada ao combate de clínicas clandestinas de aborto e à segurança nos atendimentos de saúde.
A capital também conta com o programa de Entrega Legal para adoção e redes de apoio psicológico e cuidados paliativos.
