Entre janeiro e abril, 78 pessoas em situação de rua foram internadas involuntariamente em Curitiba. A medida que autoriza a ação ocorre conforme norma da prefeitura, que atualizou as regras.
A decisão pela internação involuntária é feita por um médico, responsável pela análise da situação de saúde da pessoa. De acordo com a prefeitura, a internação involuntária é adotada em momentos críticos, quando a vida da pessoa ou de outros está em risco.
Dados da prefeitura apontam que durante esses quatro meses também foram registrados 35 internamentos voluntários de pessoas em situação de rua e dois internamentos compulsórios, estes determinados por decisão judicial.
Como funciona o tratamento
Um comitê com profissionais das secretarias de Saúde, Fundação de Ação Social (FAS) e Desenvolvimento Humano foi criado para acompanhar os casos de pessoas internadas involuntariamente. O grupo discute a evolução do tratamento de cada paciente. Segundo o município, depois de estabilizadas, as pessoas recebem um plano terapêutico individual com alternativas para retomar o controle da própria vida.
A primeira pessoa internada involuntariamente com base na nova portaria, em janeiro deste ano, está em uma comunidade terapêutica contratada pela Prefeitura. A decisão por permanecer no local foi voluntária, após visita acompanhada por equipe da Secretaria de Desenvolvimento Humano. Durante o tratamento, as equipes identificaram a família da paciente e houve reaproximação com os familiares, que realizam visitas regulares.
Desde março, a rede de acolhimento temporário em comunidades terapêuticas foi ampliada com o Programa de Atenção às Pessoas em Situação de Uso Prejudicial de Álcool e Outras Drogas. As vagas para Curitiba e municípios metropolitanos estão abertas em dez instituições conveniadas, com possibilidade de até 178 acolhimentos mensais durante até nove meses.
De janeiro a abril deste ano, foram realizadas 17.569 abordagens sociais pela Fundação de Ação Social, o que representa em média 146 abordagens diárias.



