Enquanto o país sentiu o peso da inflação de 0,88% no mês de março, quem vive em Curitiba e região metropolitana sentiu alívio no bolso. No último mês, o índice moderado ficou em 0,70%. Segundo análise da Fecomércio, no acumulado de 12 meses, Curitiba registrou 3,03%, bem abaixo dos 4,14% da média nacional.

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A maior responsável por segurar a inflação de Curitiba e região foi a conta de luz, com recuo de 2,08%. A queda no valor da energia ajudou a compensar as altas em outros setores.

O preço dos combustíveis é o maior vilão da inflação

Segundo o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o cenário de conflitos no Oriente Médio fez o preço do petróleo saltar. O impacto atingiu diretamente no valor do óleo diesel, que subiu 13,86% em março.

Diante desse cenário, o governo federal lançou uma medida provisória com ações emergenciais para conter a alta. O objetivo é diminuir os impactos do preço final dos combustíveis ao consumidor.

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“A tendência é de manutenção da inflação dentro do intervalo de tolerância da meta em 2026, embora o cenário internacional traga um grau adicional de incerteza, especialmente em função das tensões no mercado de combustíveis”, avalia Dezordi.

Alimentos ajudaram a aumentar a inflação em Curitiba e região

A feira ficou mais cara, não é só impressão. Itens essenciais, segundo a Fecomércio, apresentaram altas expressivas. Entre eles a cenoura, com alta de 38,39%, a cebola com 24,44% e o tomate, que subiu 18,69%.

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As altas dos alimentos são sazonais, mas somadas ao diesel mais caro, pressionam o grupo de Alimentação e Bebidas, que subiu 1,64% no mês.

No entanto, itens básicos da cesta básica sofreram queda nos últimos 12 meses. Para equilibrar a balança, o destaque positivo, que ajudou a manter a inflação mais baixa, foram alguns itens básicos da cesta básica. O arroz caiu 31,22% e o azeite de oliva recuou 25,53%.