Três integrantes de grupos criminosos ultraviolentos foram presos durante uma operação que cumpriu 24 mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (14), em Curitiba e Almirante Tamandaré

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As prisões são resultado de uma investigação que começou com a captura de um homem de 32 anos, apontado como uma das principais lideranças do tráfico no bairro Parolin e preso em abril deste ano, na zona rural de Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

A partir da prisão, os investigadores conseguiram chegar a outros suspeitos e reunir informações sobre a atuação dos grupos criminosos. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o cruzamento desses dados permitiu aprofundar a investigação, identificar áreas utilizadas pelo tráfico e mapear pontos relacionados à venda de drogas e à lavagem de dinheiro.

O trabalho também contou com o uso de drones para observar a dinâmica do crime na região. A partir das imagens e das informações obtidas durante a investigação, os policiais identificaram uma estrutura organizada para controlar o território e dificultar a atuação das forças de segurança.

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Entre os mecanismos identificados estão barricadas instaladas para impedir a entrada da polícia, olheiros organizados em turnos de 24 horas e a chamada “Lei da Mordaça”, um código de silêncio imposto aos moradores para impedir o compartilhamento de informações sobre a atuação dos criminosos. 

O mapeamento também permitiu identificar pessoas que exerciam funções específicas dentro da estrutura do tráfico. Ao todo, mais de 120 agentes foram mobilizados nesta sexta-feira para cumprir os 24 mandados. A investigação apura crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Gerente do tráfico está entre os presos

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Entre os três presos em flagrante durante a operação, a Polícia Civil identificou uma pessoa que exercia a função de gerente do tráfico na região. Ela já tinha passagens anteriores pela polícia, inclusive por tráfico de drogas.

Segundo o delegado Rodrigo Brown, mesmo que a operação não tenha resultado em um número maior de prisões, a investigação terá novos desdobramentos. Durante a ação, os policiais conseguiram identificar outros integrantes que atuam na estrutura criminosa.

“Conseguimos fotos e qualificações dessas pessoas que trabalham para o tráfico, já que, pela dinâmica da região, é muito difícil conseguir grandes apreensões”, explicou. Além das prisões, os policiais apreenderam drogas, equipamentos utilizados na atividade criminosa e cerca de R$ 10 mil em dinheiro.