Com mais gente em casa, trabalhando em home office ou com aulas online durante a pandemia do novo coronavírus, muitos condomínios registraram aumento no consumo de energia elétrica, o que consequentemente, acaba gerando contas mais salgadas para todos os moradores. Segundo levantamento do portal Sindiconet, a energia elétrica representa cerca de 4% a 10% do total de despesas de um condomínio. E uma consulta feita pela Agência Brasil, apontou que o valor a ser pago pelo fornecimento desse serviço tende a aumentar até 20% em consequência do isolamento social.

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Diante desse cenário, com mais pessoas permanecendo dentro do perímetro condominial, os gastos em áreas comuns, o uso constante dos elevadores para pegar encomendas e delivery, ou utilização de corredores e espaços abertos da área do condomínio para a prática de exercícios físicos, refletem no valor da fatura. Por isso, especialistas recomendam que o responsável pela gestão do local adote medidas visando a economia e o seu uso racional. 

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E pequenas atitudes podem ajudar os administradores a otimizar a conta de luz nessas áreas comuns, como explica Wolney Pereira, CEO do Grupo Ergon, especializado em soluções de energia para condomínios. Confira dicas simples, dadas por ele, que podem auxiliar as pessoas a reduzirem custos nesses e em outros períodos: 

1. Conscientização  

É importante expor as dificuldades aos moradores, funcionários e prestadores de serviços do condomínio e reforçar o dever de cada um nesse processo.  Vale lembrar a necessidade de desligar as luzes ao sair de um local e não deixar dispositivos elétricos ligados sem necessidade, além de incentivar a substituição do elevador pelas escadas em distância curtas – de um ou dois andares –, o que também gera economia. Essas dicas podem ser fixadas em cartazes nas áreas de circulação e elevadores.

2. Iluminação 

O ideal é dar preferência à iluminação natural, sempre que possível, mantendo janelas e cortinas abertas. Nas áreas comuns do condomínio, as lâmpadas incandescentes podem ser substituídas por lâmpadas LED. Essa medida pode reduzir o consumo de energia elétrica em até 50%. Além disso, as LED têm vida útil 5 anos maior do que as incandescentes.

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Já nas áreas externas, lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão (VSAP) garantem a mesma qualidade na iluminação com consumo de até 70% menor, além de ser uma excelente opção para pátios ou áreas de estacionamento.    

3. Manutenção   

Antes de fazer a troca das lâmpadas, é recomendado que se verifique a equivalência da potência em lumens. É necessário também, certificar-se sobre a qualidade das instalações elétricas e coordenar a vistoria e manutenção regular, feita sempre por um profissional ou empresa qualificada. Assim é possível garantir a economia de energia elétrica e a segurança de todos os moradores, funcionários e visitantes.   

4. Sensor de presença, temporizador e dimmer 

Esses equipamentos economizam energia elétrica e diminuem a incidência de desperdício, já que as lâmpadas desligam automaticamente. “O impacto da aquisição desses itens não é muito significativo e, no fim, fazem grande diferença na conta do mês”, destacou Wolney Pereira. 

5. Limpeza e conservação   

A sujeira acumulada diminui o potencial e a sensação de iluminação. Nesse caso, é importante solicitar uma limpeza regular das arandelas, lustres, luminárias, paredes, janelas, forros, pisos e cortinas. Em caso de reforma ou pinturas, a melhor opção é utilizar cores claras que refletem a luz.  

Gerando energia

Ainda segundo Wolney, outra alternativa indicada aos condomínios é optar pela geração distribuída, modalidade na qual o consumidor gera toda (ou parte), da energia elétrica que consome e é utilizada por meio da compensação de créditos. “Em outras palavras, é como comprar energia direto do produtor sem os custos adicionais do distribuidor”.  No caso de condomínios, o pode-se adquirir o benefício participando de uma cooperativa.

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“No modelo de geração distribuída é a empresa que administra todo o processo de contratação, fornecimento e pagamento da geração distribuída, sem que o cooperado se incomode com isso. Esses grupos podem receber até 15% de desconto em sua fatura de energia. Como há um contrato direto de fornecimento com as geradoras independentes, não há necessidade de nenhum investimento adicional por parte do cooperado”, explica Wolney Pereira.