Pioneirismo

Cabine de amamentação é instalada em terminal de ônibus da Grande Curitiba

Imagem mostra um ônibus parado dentro do terminal de São José ao fundo. No primeiro plano, uma grande caixa com porta chamada cabine de amamentação
Cabine de amamentação é instalada em terminal de ônibus de São José dos Pinhais. Foto: Rodrigo Rodrigues / AMEP

O Governo do Estado instalou, de forma pioneira no Brasil, uma cabine modular de amamentação em terminal do transporte coletivo metropolitano. A iniciativa começa com um módulo experimental no Terminal Metropolitano Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

A Agência de Assuntos Metropolitanos realizou a instalação nesta quinta-feira (7), próximo ao Dia das Mães, e o equipamento estará disponível à população a partir desta sexta-feira (8).

O projeto-piloto recebeu investimento de R$ 53,5 mil. A Amep também será responsável pelo acompanhamento e fiscalização da estrutura durante a fase inicial. O projeto inclui fornecimento, transporte, montagem e instalação da cabine de amamentação, além de garantia e suporte técnico, seguindo normas de acessibilidade, segurança e higiene.

Local seguro para amamentar é demanda das usuárias do transporte coletivo

De acordo com o presidente da Amep, Gilson Santos, a iniciativa atende uma demanda concreta das usuárias do sistema. “Hoje, quase 60% dos passageiros do transporte coletivo metropolitano são mulheres. Muitas delas se deslocam diariamente com seus filhos e precisam de um espaço apropriado para amamentação ou cuidados básicos. A cabine vem justamente para oferecer conforto, segurança e dignidade para essas usuárias”, afirmou à Agência Estadual de Notícias.

A proposta surgiu a partir de uma diretriz do governador Carlos Massa Ratinho Junior, após observar modelos semelhantes em funcionamento no Exterior. “Desenvolvemos o projeto e agora iniciamos essa fase piloto, que será monitorada para avaliar o uso e eventuais ajustes antes de ampliar para outros terminais”, explicou Santos. Durante os primeiros meses, a Amep acompanhará o funcionamento para avaliar a adesão das usuárias e o desempenho do equipamento.

Estrutura e funcionamento da cabine de amamentação

A cabine foi projetada para oferecer um ambiente reservado, seguro e confortável para mães que utilizam o transporte coletivo e precisam de um espaço adequado para amamentação e cuidados com os filhos durante o deslocamento. O uso será gratuito e aberto ao público, sem necessidade de cadastro.

A estrutura foi planejada para operação contínua em ambientes de grande circulação, com ventilação adequada, superfícies de fácil higienização e mobiliário de apoio. A cabine contará com monitoramento externo e sinalização dentro do terminal, facilitando a identificação pelas passageiras.

A medida atende demanda recorrente no sistema metropolitano, especialmente entre mulheres que conciliam trabalho e cuidados com os filhos. Muitas passageiras utilizam os terminais como pontos de conexão e, nesse intervalo, precisam realizar tarefas como amamentação ou troca de crianças sem dispor de um espaço apropriado.

Alinhamento com recomendações de saúde pública

Além do impacto na mobilidade, a iniciativa dialoga com recomendações de saúde pública. O aleitamento materno deve ser incentivado de forma exclusiva até os seis meses de idade e continuado até pelo menos os dois anos, pelos benefícios à criança e à mãe.

A expectativa é que, após o período de testes de aproximadamente 60 dias, o modelo possa ser replicado em outros terminais metropolitanos do Paraná, como Colombo e Fazenda Rio Grande, ampliando a rede de acolhimento às mães que utilizam o transporte público.

“É um projeto inovador, uma experiência nova no Brasil. A ideia é começar, avaliar e, a partir disso, expandir essa estrutura para outros equipamentos do sistema metropolitano”, concluiu o presidente da Amep.

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