Com a nova pavimentação instalada há menos de três anos, a Rua Dona Branca do Nascimento Miranda, no bairro Pilarzinho, virou rota de veículos em alta velocidade. A via, localizada próxima a dois grandes parques da cidade, tem preocupado moradores por conta do risco constante a pedestres, motoristas e motociclistas.
O ponto mais crítico fica em uma curva no meio da quadra, entre as ruas Roberto Gava e Anna Schella Schroeder. Quem vive na região relata que acidentes são frequentes, especialmente envolvendo motos. Com calçadas estreitas, em alguns trechos substituídas por áreas de grama, caminhar pelo local se tornou uma atividade arriscada.
Residente da região, Carlos Cavet vê, com frequência, a consequência da melhoria. Em um episódio recente, no fim do ano passado, um motociclista perdeu o controle ao fazer a curva e caiu em frente à casa dele. “O asfalto ficou perfeito, melhorou a infraestrutura da região. Só que isso gerou um outro problema: o excesso de velocidade”, relata.
Esperando uma solução, Carlos já registrou mais de 30 solicitações na Central 156 pedindo a instalação de uma lombada. No entanto, a resposta recebida aponta que esse tipo de dispositivo não pode ser implantado em trechos de curva, conforme prevê a Resolução CONTRAN nº 600/2016.
Problema sistêmico
Além da velocidade, o aumento no fluxo de veículos também tem impactado o dia a dia. Mudanças no trânsito da região, como a implantação de binários na Nilo Peçanha, intensificaram o movimento, principalmente nos horários de pico. “Não tem como sair de casa. É um carro em cima do outro e ninguém dá passagem”, conta.
A proximidade com a Pedreira Paulo Leminski agrava o cenário em fins de semana e dias de eventos. Nesses períodos, veículos estacionam dos dois lados da rua, bloqueando a passagem de ônibus. “Em um caso, o ônibus passou estourando os retrovisores dos carros, porque não tinha espaço”, relata o morador.
Apesar dos avanços na infraestrutura, moradores avaliam que ainda faltam medidas de controle e fiscalização. “É uma situação perigosa e que precisa de solução urgente”, completa Carlos.
E aí, Prefeitura?
Procurada, a Superintendência de Trânsito de Curitiba (Setran) informou que não é possível instalar lombada no local, devido ao risco de comprometer a segurança viária. “Essa constatação ocorreu após a realização de estudos técnicos realizados pelas equipes da superintendência”, diz a nota.
Como alternativa, o órgão pretende reforçar a sinalização sobre a velocidade máxima permitida e orientar motociclistas a respeitarem os limites. Não há prazo definido para a execução das melhorias.
