“Amor de verdade não se compra, se encontra”, é assim que uma ação da prefeitura de Curitiba busca chamar a atenção para a adoção de animais que estão no Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (Crar) esperando por um lar. Logo logo, ao circular pela cidade, você vai ver os bichinhos te atingindo em cheio o coração com aquelas carinhas de carente pedindo por atenção.

As fotos dos bichinhos como propaganda é só uma parte do que foi planejado pela Rede de Proteção Animal da prefeitura, que lançou uma série de ações para incentivar a adoção de pets e a guarda-responsável de animais. Além disso, também foi lançada a adoção do Banco de Ração, instrumento que vai possibilitar que à prefeitura receber doação de ração para ser encaminhada a ONGs e protetores independentes.

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A campanha de adoção dos cães tem como estrelas os animais do Crar, que fica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), onde vivem cães e gatos à espera da uma nova família. A veiculação das propagandas, além de conscientizar, tem como foco principal a adoção de animais que estão sob a guarda de ONGs e protetores parceiros do município, que ajudam em fiscalizações.

Só no Crar, que entrou em operação em 2017, já foram adotados 352 cães, gatos, coelhos e cavalos, todos vindos de fiscalização e apreensão. Para a vereadora Fabiane Rosa, ligada à causa animal e que esteve no resgate de um dos cães que participaram da campanha, é um projeto histórico. “Fiquei emocionada. Juntos, vamos conseguir deixar o legado do respeito aos animais na cidade”, disse.

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Kátia Dittrich, conhecida como Katia dos Animais de Rua, também representante da Proteção na Câmara Municipal, ressaltou que Curitiba passa a ser também a Capital Animal. “Com todos esses resultados e todas as propostas da Rede de Proteção, podemos dizer que os avanços finalmente chegaram”, registrou.

Desde o fim de junho, o Crar funciona como uma feira de adoção permanente dos animais resgatados pela Rede de Proteção Animal. Por lá, veterinários da prefeitura fazem o atendimento, as orientações e o procedimento de adoção. Todos os animais são castrados, vacinados, desverminados e microchipados.

No ato da adoção, os bichinhos recebem os dados dos novos responsáveis. Os interessados devem ir ao Crar, que fica na Rua Lodovico Kaminski, 1.381, na CIC, com documentos de identidade (RG e CPF) e comprovante de endereço. Para adotar, é preciso assinar um termo de adoção responsável. O Crar funciona de segunda-feira a domingo, das 9h às 12h e das 14h às 16h30. Aos sábados, domingos e feriados o atendimento acontece com a presença de um veterinário da Rede de Proteção Animal de plantão para esclarecer dúvidas e orientar os interessados.

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Banco de ração

Para as ONGs e protetores independentes, que resgatam e cuidam dos bichinhos que estavam na rua, a prefeitura pensou numa forma de ajudar. Foi sancionada uma lei que implantou o Banco de Ração, instrumento que permite que a Prefeitura receba doação de ração que pode ser encaminhada aos cuidadores. Até agora, já são 2,2 mil credenciados.

Greca anunciou, também, a intenção do município de garantir um veículo para o atendimento de emergências de animais. A ambulância faz parte de uma licitação para reforçar o atendimento do Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (Crar), com edital lançado neste início de junho.

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Bons números

Segundo o balanço das ações da Rede de Proteção Animal, divisão da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, os números relacionados aos atendimentos para os bichos são dignos para se comemorar. De julho de 2017 a maio de 2019, foram feitas mais de 28.700 cirurgias pelo Programa Municipal de Castração Gratuita.

O programa, que já recebeu R$ 8,5 milhões em investimento, conta com dois castramóveis e clínicas credenciadas. O atendimento acontece por regionais, conforme calendário, e mediante cadastro dos tutores, protetores e ONGs. Em agosto deste ano, está prevista a entrada de um novo site da Rede de Proteção, que vai facilitar ainda mais o processo.

Além disso, a secretária do meio ambiente Marilza Dias comemorou também os mais de 5,5 mil atendimentos nas avaliações clínicas gratuitas feitas pelo convênio com a Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná. Os números divulgados incluem, ainda, mais de 7 mil pedidos de fiscalização de denúncias de maus-tratos de animais e, destas, 1.880 foram atendidas em 2019, ano que a Rede firmou parceria com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente para as operações. Os resgates neste ano chegaram a 378.

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