Operação policial

Como uma quadrilha conseguiu furtar 2 mil cabeças de gado no Paraná em sete anos

Fotografia em enquadramento médio e visão traseira de uma viatura da Polícia Civil do Paraná durante uma operação noturna em área rural. À direita, sobressai-se a traseira do veículo caracterizado com a sigla "PCPR", a inscrição "POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ", o número de emergência "197" e lanternas vermelhas acesas lançando forte brilho no ambiente. À esquerda, em meio à escuridão da noite iluminada por um ponto de luz ao fundo, veem-se Cercas de madeira branca delimitando uma propriedade rural e vegetação rasteira ao longo da estrada de terra.
Grupo criminoso teria deixado prejuízo estimado em R$ 10 milhões aos produtores. Foto: PCPR.

Um grupo criminoso suspeito de coordenar ações de furto de gado é alvo de uma operação policial na manhã desta quarta-feira (9). Segundo as investigações, o grupo seria responsável pelo furto de quase 2 mil cabeças de gado nos últimos sete anos em diversas cidades do Noroeste do Paraná.

A investigação começou em agosto de 2025, após o furto de 29 cabeças de gado de uma propriedade rural em Alto Paraná, cidade próxima a Paranavaí, no Noroeste do Estado. A partir do levantamento da Polícia Civil do Paraná (PCPR), as apurações indicaram a existência de uma estrutura hierárquica organizada para coordenar os furtos.

Para executar as ações, o grupo realizava um reconhecimento prévio das propriedades e estudava as áreas antes dos crimes. Durante os furtos, contava com apoio logístico para transportar os animais e, posteriormente, fraudava documentos para dar aparência de legalidade à origem do gado.

Os animais furtados eram enviados a receptadores em outras propriedades ou encaminhados para leilões. Com cerca de 40 pessoas ligadas ao grupo, segundo a investigação, o esquema já teria causado prejuízo milionário aos produtores.

“Verificamos que as ações criminosas remontam ao ano de 2019 e envolveriam o furto de mais de 2 mil cabeças de gado, com prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões apenas em parte da região Noroeste do Estado, locais em que foram registrados mais de 340 boletins de ocorrência nos últimos anos”, detalha o delegado João Lucas Vieira Caetano.

Criminosos poderão responder por corrupção

A operação desta quarta-feira busca cumprir 64 mandados judiciais, sendo 17 de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas nos municípios de Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado de semoventes, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, crimes contra a saúde pública e outros eventuais delitos que sejam identificados ao longo das investigações.

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