O novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, disse hoje que o programa de controle e combate à febre aftosa precisa ser reestruturado e melhorado e que essa será uma de suas prioridades. Segundo ministro, técnicos do ministério estão preparando um estudo para dimensionar o tamanho do problema, para adequar o orçamento existente às necessidades. "Entre 60 e 90 dias teremos esse levantamento pronto", disse o ministro.

Na avaliação de Stephanes, a defesa agropecuária é um ponto sensível e merece toda a atenção possível. No caso dos trabalhos na região de fronteira com o Paraguai e Bolívia, o ministro ressaltou que está sendo analisada a proposta de criação de uma área de segurança nos países vizinhos e o uso das forças armadas não está descartado. "Tudo o que for necessário será feito em relação à febre aftosa", disse o ministro.

Usando um tom conciliador, Stephanes disse que, como ministro, ele precisará ter a capacidade de administrar possíveis problemas de interesses conflitantes que possam existir entre os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário. "Temos que integrar e harmonizar as situações, mas às vezes o Meio Ambiente radicaliza suas posições", disse o ministro.

Transgênicos

No que diz respeito aos transgênicos, o ministro disse que é preciso executar a política de governo e trabalhar dentro da lei de biossegurança existente, esquivando-se da pergunta sobre sua relação com o governador do Paraná, Roberto Requião. Ele ressaltou que existem sérios problemas dentro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), mas que o ministro precisa procurar estar sempre ao lado do produtor.

A proposta de criação do PAC Agrícola passou pelas mãos do ministro e já está sendo analisada pelos órgãos competentes. Segundo o ministro, muitas das propostas de investimento em infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado pelo presidente Lula, já incluem o agronegócio como um dos principais beneficiários. "Algumas propostas apresentadas pelo ex-ministro Roberto Rodrigues, juntamente com um grupo de empresas, passaram por mim e foram encaminhadas para serem estudadas", disse.