Brasília – O dia na capital federal é marcado por diversas manifestações contra o reajuste de quase 91% no salário de deputados e senadores. Logo no início do dia, a Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) trouxe para frente do Congresso uma garrafa de 4 metros de óleo de peroba. Os sindicalistas prometeram ainda, distribuir nesta quarta-feira (20), no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, aos parlamentares que estiverem chegando a capital.

A presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga, comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal que determina votação em plenário do reajuste parlamentar. Segundo ela, o aumento de aproximadamente R$ 12 mil para R$ 24.500,00 provocou indignação na população. "Estamos sentindo no contato com o povo a indignação da população brasileira com esse reajuste. É imoral, é indecente, é inadmissível", disse.

Segundo ela, os sindicalistas continuarão pressionando contra um reajuste de quase 91%. "Vamos continuar. Vamos estar nas ruas recolhendo assinaturas, vamos estar nas feiras, grandes locais de concentração popular.Queríamos que os parlamentares fossem para rua, tivessem coragem de sair de seus gabinetes, e fosse conversar com o povo que elegeu e está profundamente com essa decisão do Congresso Nacional", destacou.

Estudantes do Distrito Federal também se reúniram em frente ao Congresso. Nem todos se conheciam e alguns ficaram sabendo do manifesto por e-mails. Hércules da Silva, de 18 anos, que estuda Letras na Universidade de Brasília (UnB) explicou que foi combinado que o ato seria contrário ao aumento, que ele considera abusivo. "Foi combinado que não seria algo partidário, mas contra o reajuste", explicou.

Pedro Lima, de 21 anos, estudante de Relações Internacionais da UnB criticou o reajuste e disse que os deputados e senadores "não trabalham tanto assim" para ganhar R$24,500,00 e mais benefícios. "A política deveria sere vocação e não carreira", comentou.