Indiciados

Polícia indicia Deolane e Marcola e por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Imagem mostra Deolane Bezerra com uma roupa vermelha.
Influenciadora é suspeita de participar de ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada. Foto: Ricardo Stuckert/PR.

A Polícia Civil de São Paulo indiciou a advogada Deolane Bezerra, o líder o PCC Marcos Williams Camacho, o Marcola, e outras cinco pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na semana passada, os suspeitos foram alvo da Operação Vérnix, que resultou em um relatório enviado à Justiça.

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), pela análise do material apreendido foram reforçados os “indícios de autoria e a materialidade dos crimes investigados”. As investigações mostraram que o grupo seguia em atividade “no momento da operação” e realizava a reestruturação das empresas supostamente usadas para ocultar patrimônio, também de acordo com a SSP.

Conduzidas pelo Ministério Público com a Polícia Civil de São Paulo, a operação Vérnix apontou uma ligação entre a influenciadora e pessoas próximas a Marcola no período de 2022 e 2024. Deolane se defendeu dizendo que atuou estritamente como advogada para membros da família do líder criminoso e que estaria sendo perseguida pelo exercício de sua profissão.

Seu advogado, Aury Lopes Jr., criticou o fato de que a prisão da influenciadora digital foi decretada antes mesmo do indiciamento. “Esperamos que tenha denúncia logo, para que não haja aquela situação de prender para depois investigar…”, declarou.

A reportagem da Gazeta do Povo tenta contato com a defesa de Deolane desde o início de sua indicação para o caso, sem retorno. O espaço segue aberto. A defesa de Marcola não foi encontrada.

A prisão de Deolane

prisão da influenciadora Deolane Bezerra por suposta associação com o PCC fez ressurgir nas redes sociais imagens em que ela aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela mais tarde se arrependeria do apoio à sua eleição.

Na quinta-feira, o departamento de polícia do Senado Federal registrou um boletim de ocorrência em que solicitou à Polícia Civil providências para que fossem verificadas informações sobre um possível atentado contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida visa instaurar os “procedimentos cabíveis” diante da gravidade das informações obtidas, segundo o Senado.

O plano teria sido articulado por Deolane Bezerra, segundo informações do funkeiro Misael Rangel da Silva e Souza, conhecido como MC Misa. Em um canal no TikTok, ele relatou ter conhecimento de um suposto plano para matar o parlamentar, que seria de conhecimento de todo o “mundo do funk”. 

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