Brasília

– O Ministério da Educação (MEC) e a Polícia Federal investigam se havia funcionários “fantasmas” na Secretaria de Educação Superior (Sesu), responsável por controlar um setor que movimenta R$ 12 bilhões anuais. Sindicância interna concluída semana passada constatou irregularidades na Secretaria, de onde cerca de 70 servidores terceirizados, contratados pela Fundação Universidade de Brasília (UnB), foram afastados em julho. O esquema investigado funcionaria há sete anos.

A Polícia Federal entrou no caso a pedido do próprio MEC antes mesmo de a comissão de sindicância concluir seu trabalho. As investigações estão sendo feitas por policiais federais da Superintendência da PF no Distrito Federal. Eles vão apurar se foi cometido algum crime na contratação dos funcionários. Nos próximos dias, o ministro Tarso Genro vai tomar outras providências administrativas. O ministro deve abrir inquérito administrativo para aprofundar as investigações e apurar responsabilidades. “Não estou fazendo ainda nenhuma acusação a nenhum servidor”, diz Tarso, que vai encaminhar os resultados da sindicância à PF e à Controladoria-Geral da União (CGU).

Em maio, três meses depois de Tarso assumir o ministério, o diretor de Desenvolvimento do Ensino Superior da Sesu, José Luiz da Silva Valente, foi demitido, na esteira de denúncias de irregularidades na secretaria.