Brasília (AE) – O Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Empresa Brasileira de Hemoderivados (Hemobrás) e o Instituto de Biologia Molecular e Tecnologia do Paraná assinaram um acordo de cooperação para a implementação da produção de kits de exames que podem detectar os vírus da aids e da hepatite C com mais rapidez durante as doações de sangue. Atualmente, o número aproximado de doações de sangue por ano no país é de 5 milhões de bolsas. A presença dos vírus da aids entre os doadores de sangue é de 0,1%, e da hepatite C de 0,3%.

No caso do HIV, o vírus é detectado em 22 dias após ter sido contraído. Com a implementação do kit, esse tempo cairá para 12 dias. No caso de hepatite C, a redução será de 70 para 22 dias. De acordo com o presidente da Hemobrás, João Paulo Baccara, isso significa que a nova tecnologia será mais rápida e mais eficaz. A grande vantagem é que ele diminui o tempo de constatação dos vírus. Isso reforça a qualidade do sangue que é doado.

Segundo o diretor do Laboratório Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz, Akira Homma, só quem recebe o sangue é que vai sentir a diferença. Para quem doa não muda nada, mas para quem recebe, sim. ?O sangue será de maior qualidade, a garantia sera bem melhor?, ressalta. A implementação da nova tecnologia será feita em toda a Rede de Hospitais Públicos Brasileiros, a partir de 2008.