Brasília  – Nos bastidores, o presidente do PT, José Genoino, trabalha por um pacto de não-agressão na campanha entre os aliados. Assegura que Lula não subirá em palanques para não melindrar candidatos, mas avisa que o PT revidará ataques: “O ideal é que Lula não seja cabo eleitoral, pois é presidente de todos os brasileiros. Mas o PT será ofensivo. Nada ficará sem resposta”, disse.

As alianças nos municípios refletem também a falta de identidade ideológica entre os partidos da base. As divergências tendem a ficar mais evidentes na hora de buscar votos. O líder do PP, deputado Pedro Henry (MT), admite as diferenças de estilo, mas descarta a idéia de dar caráter ideológico ao debate municipal: “A aliança no Congresso não é ideológica, é pela governabilidade do país. Somos um partido de centro e as dificuldades de relacionamento com o governo acabarão tendo reflexos nas alianças municipais. Na verdade, acabou o debate ideológico no País. Ninguém tem mais autoridade para fazer isso. Vai valer a experiência prática”.