O secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, rebateu as críticas feitas pelo prefeito Fernando Haddad (PT) e negou que o policiamento na região da Cracolândia, no centro da capital paulista, tenha sofrido qualquer tipo de redução.

O prefeito de São Paulo escreveu, no Twitter, que “cobram da União a fiscalização de 17 mil km de fronteiras contra a droga, mas as polícias locais não controlam um quarteirão da Luz (região central da capital)”. A mensagem foi postada na última quinta-feira, dia 20, após a constatação de que número de dependentes químicos cresce na região.

Para o secretário de Segurança, a crítica foi “equivocada”. “Nós continuamos trabalhando. (…) Não houve redução de policiamento”, afirmou. Grella, no entanto, também tentou colocar panos quentes sobre o assunto. “Nós continuamos abertos ao trabalho conjunto com a União e com os municípios, porque o tráfico de entorpecentes é uma coisa muita séria e complexa, e pressupõe atuação integrada.”

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, também negou que tenha havido redução de policiamento na região da Cracolândia. “Lá, nossa média é de 110 a 120 policiais militares diariamente. É o metro quadrado mais bem policiado de São Paulo”, afirmou. “Não adianta querer atribuir responsabilidade à redução de efetivo, porque isso não aconteceu.”

Atualmente, dois programas sociais atuam na assistência para os dependentes químicos na região: o Braços Abertos, da Prefeitura de São Paulo, e o Recomeço, mantido pelo governo estadual.