Um estudo liderado pelo físico brasileiro Marcelo de Oliveira Souza, professor da UENF, propõe uma rota revolucionária que permite a viagem de ida e volta a Marte em apenas sete meses. Essa nova trajetória é até três vezes mais rápida que as convencionais, abrindo um novo horizonte para a exploração espacial.
Inteligência artificial e mecânica orbital
A pesquisa, iniciada em 2015, utilizou Inteligência Artificial para processar cálculos complexos de mecânica orbital. O objetivo inicial era a análise de trajetórias de asteroides, mas a tecnologia permitiu identificar janelas de lançamento otimizadas.
Anteriormente, o pesquisador realizava as simulações passo a passo, mas a falta de recursos tecnológicos impedia a rapidez dos resultados. Com o uso da IA, a equipe brasileira conseguiu mapear essa “estrada espacial” com alta precisão.
Segurança e logística para astronautas
A redução drástica no tempo de percurso é um passo essencial para viabilizar missões tripuladas. O percurso mais curto diminui diretamente a exposição dos astronautas à radiação cósmica, um dos maiores riscos da saúde no espaço.
Além da proteção física, a nova rota impacta o planejamento logístico das agências espaciais. Com uma jornada de apenas sete meses, a quantidade de suprimentos necessária para manter a tripulação é significativamente menor do que nas rotas atuais.
“Eu não conseguia obter uma trajetória antes porque necessitava de várias simulações, algo que na época eu não dominava e não tinha recursos. Eu estava fazendo passo a passo as simulações”, explicou o doutor em física Marcelo de Oliveira Souza, em entrevista à CNN Brasil.
Qual a diferença da nova rota brasileira para as trajetórias atuais?
A rota proposta pelo físico Marcelo de Oliveira Souza é até três vezes mais rápida, utilizando cálculos de IA para identificar janelas de lançamento que permitem completar o ciclo de ida e volta em apenas sete meses.



