Brasília – O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), pediu ontem à Executiva Nacional do partido a expulsão do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e se licenciou da direção da sigla por 30 dias, período em que seu pedido deve ser analisado. O senador José Jorge (PE) vai assumir o comando pefelista e designou como relator do processo o deputado Gilberto Kassab (SP).

Bornhausen entregou um requerimento ao PFL afirmando ter sido “caluniado” com declarações “altamente injuriosas”. “Além de altamente injuriosa, a manifestação do representado [ACM] configura-se como calúnia direta contra a minha pessoa, haja vista a acusação deflagrada, imputando a mim conduta definida como crime, tendo o agravante do envolvimento de recursos públicos”, diz o documento.

Bornhausen disse também ter sido ameaçado por ACM, que teria prometido “dar uma bofetada”.

“Ele (ACM) dirigiu palavras de ataque a um companheiro nosso, que não vou reproduzir aqui. Como ele estava usando uma palavra muito forte, solicitei que ele não o fizesse dessa maneira. Em seguida ele (ACM) me disse que iria me dar uma bofetada”, afirmou Bornhausen, durante a abertura da reunião da Executiva Nacional do PFL, em Brasília.