Turnê conta com a participação de integrantes remanescentes da banda e 'Panda' como vocalista. Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná
Turnê conta com a participação de integrantes remanescentes da banda e ‘Panda’ como vocalista. Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná

Resgatar a memória das bandas que marcaram toda uma época faz parte de fazer com que essa história continue forte. Ao longo dos quase 20 anos de existência, Charlie Brown Jr aos poucos se tornou um som eterno entre os fãs e é por isso que agora os integrantes remanescentes da banda resolveram se reunir para uma turnê única, que vai celebrar a fase boa do grupo e a memória de Chorão e Champignon, ambos mortos em 2013. E, como não não poderia ser diferente, a turnê vai passar por Curitiba, com show já marcado em agosto.

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Banda vai ter apoio de 'Panda' como mestre de cerimônias. Foto: Divulgação.
Banda vai ter apoio de ‘Panda’ como mestre de cerimônias. Foto: Divulgação.

O anúncio da turnê “Tamo Aí Na Atividade: Celebração ao Charlie Brown Jr”, que vai rodar o país a partir de julho, foi feito na última terça-feira, 9 de abril, dia em que Chorão faria 49 anos se estivesse vivo, antes de um show para convidados na casa noturna Audio, em São Paulo. O primeiro show da banda vai ser na capital paulista, no dia 13 de julho, e não teria data melhor para isso: Dia Mundial do Rock. Além de São Paulo, a banda também vai se apresentar no Rock In Rio e em diversas outras cidades brasileiras.

A turnê, que começou a ser pensada em 2014 e só agora foi colocada realmente em prática, não é um retorno da banda e também não vai trazer músicas novas. “Nossa ideia não é lançar nada e sim celebrar. Queremos pegar a nossa história, trazer para 2019 e comemorar isso com os fãs”, definiu Marcão Britto, guitarrista da banda.

Além de Marcão Britto, também vão fazer parte dos shows os músicos Heitor Gomes (baixo) e Pinguim Ruas (bateria), que faziam parte da formação original do Charlie Brown Jr. O vocal vai ser feito num esquema de rodízio de músicos, assim como Chorão gostava de fazer em seus shows, mas foi anunciado que ‘Panda’, vocalista do La Raza, vai acompanhar a banda como uma espécie de mestre de cerimônias.

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Desde a morte de Chorão, em 2013, a banda estuda um projeto para celebrar o legado do cantor e do grupo como um todo. Foto: Divulgação/TV Globo
Chorão morreu em 2013. Foto: Divulgação/TV Globo

Hora de celebrar

Desde a morte de Chorão, a banda parou, mas o grupo já pensava numa ideia de celebrar o legado do grupo. Legado esse que tem influenciado tanta gente ao longo dos anos, até mesmo quem não cresceu ouvindo Charlie Brown, mas aprendeu a ouvir em casa com os pais ou familiares mais velhos. E é por isso que o show pode ser ainda mais especial. “Vai ser uma chance de a nova geração, que não teve a chance de ir a uma apresentação nossa, ir ver isso ao vivo, viver esse momento. O Charlie Brown, incrivelmente, vem renovando o seu público naturalmente, organicamente”, disse Marcão.

O repertório vai ser cheio de clássicos e se tornou até missão difícil para o grupo escolher quais músicas entrariam. “Mas tivemos um respeito enorme pelo que imaginamos que deveria entrar, ficou até longo”, brincou o guitarrista. Entre as músicas, não vão faltar hits do fim dos anos 90 e começo dos anos 2000, como Proibida Pra Mim, Te Levar Daqui e Zóio de Lula, que inclusive recebeu nova gravação, nesta semana, feita por Marcelo D2, Nação Zumbi, da banda de reggae Maneva e do rapper Hungria, em homenagem ao aniversário de Chorão. Veja o que vem aí:

Por ser uma turnê comemorativa, os fãs não devem esperar algum projeto com músicas novas, como um CD, por exemplo. Mas a banda não descarta a possibilidade de que a celebração seja eternizada em um DVD. “Mas não vamos lançar nada novo que não tenha a ver com meu pai ou com Champignon. Queremos deixar bem claro que estamos tendo muito respeito ao passado da banda, que é incrível. Tudo o que a gente for lançar já foi pré-gravado, pelo meu pai, pelo Champignon ou pelos dois”, detalhou Alexandre Abrão, filho de Chorão que está à frente dessa viagem aos anos 90 e pode ser considerado como uma das pessoas que mobilizou o grupo e fez com que quase todos os integrantes topassem a empreitada.

O palco vai reproduzir bem o que Charlie Brown Jr. levava às cidades onde se apresentava: não só música, mas um conceito do rock e também a arte do skate. Como forma de trazer Chorão, que morreu em 2013, e Champignon, que foi encontrado morto em seu apartamento seis meses depois, o grupo vai colocar um telão no palco e projetar imagens exclusivas.

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Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Missão especial

A turnê também vai ter um propósito que vai além de celebrar a história da banda: o grupo resolveu encontrar uma forma de evidenciar a questão da dependência química de uma forma diferente, a partir de doações para entidades que cuidam de dependentes. Parte das vendas dos shows vai ser revertida e os fãs também vão poder contribuir com doação de alimentos. “Meu pai sempre ajudou muita gente, mas sem falar para ninguém. Ele não precisava ajudar alguém e sair divulgando. Nada melhor do que finalmente poder falar disso no aniversário dele”, finalizou Alexandre Abrão.

Ao todo, a turnê vai passar por, pelo menos 20 cidades. A ideia do grupo é percorrer o Brasil matando a saudade que os fãs sentem de uma época que todos sabem ser impossível voltar. Com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro – quando o grupo se apresenta no dia 28 de setembro no Rock In Rio –, as outras datas dos shows não foram anunciadas e a turnê pode se estender até 2020. O dia do show em Curitiba ainda não foi divulgado, mas os organizadores informaram que o mês vai ser agosto.

Palco da turnê traz elementos sempre presentes nos trabalhos do Charlie Brown Jr, como a arte do skate. Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná
Palco da turnê traz elementos sempre presentes nos trabalhos do Charlie Brown Jr, como a arte do skate. Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná

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