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Oscar com ou sem guerra

  • Por Redação O Estado Do Paraná
Daniel Day-Lewis em “Gangues de Nova
York”: sangue e tapete vermelho.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou que a cerimônia de entrega dos Oscar ocorrerá neste domingo, como estava previsto, haja ou não guerra contra o Iraque. (O SBT fará a transmissão para o Brasil.)

“Os preparativos estão em andamento, e com grande ânimo de nossa parte. O Teatro Kodak estará seguro. As medidas de segurança serão redobradas. No caso de que se inicie a guerra, a transmissão sofrerá breves interrupções”, disse Gil Cates, produtor da noite dos Oscar.

Cates, no entanto, pediu aos ganhadores dos prêmios evitar “politizar” a cerimônia, no caso em que coincida com o começo da guerra, e que seus discursos sejam breves. “Que não tirem um papel do bolso e comecem a ler uma lista”, disse. E acrescentou: “Poderão falar, se quiserem, de seus sentimentos sobre a guerra. Mas o farão à custa de outras coisas que poderão querer dizer. Seremos muito rígidos com a duração (45 segundos) dos discursos de agradecimento”.

Nos últimos anos os discursos dos ganhadores sempre foram muito extensos devido à lista interminável, ao menos para os telespectadores, das pessoas a que eles agradecem.

“Já sei que não é um foro político, mas uma pessoa deve fazer um chamado à paz se assim o sentir”, opiniou Ed Harris, candidato a melhor ator coadjuvante pelo filme As Horas.

Daniel Day-Lewis, favorito ao prêmio de melhor ator por Gangues de Nova York, comentou, por sua vez, que “seria obsceno passar pelo tapete vermelho enquanto os soldados caem em combate”.

Entre os atores que evitaram fazer declarações políticas está Nicolas Cage. “Sempre evitei fazer manifestações públicas sobre minhas opiniões políticas. Não farei o que pensam em fazer meus colegas e falar sobre a guerra. Faço essa manifestação através de meu trabalho”, disse Cage.

Para Queen Latifah, candidata a melhor atriz coadjuvante por Chicago e filha de um veterano do Vietnã, deve-se “apoiar os jovens que estão no golfo”.

“Não sabemos em que condições a cerimônia acontecerá, mas também temos de pensar e apoiar aqueles que foram enviados a outros países”, comentou a atriz, que frisou, no entanto, que não se deve “ficar chorando todos os dias, pois as pessoas querem também pensar em outras coisas”.

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