O técnico Renato Gaúcho já começou a implantar no Atlético sua maneira de trabalhar, tanto dentro como fora de campo. Uma das primeiras medidas foi a interrupção do trabalho do psicólogo Gilberto Gaertner – contratado logo após a chegada de Adilson Batista, para melhorar o lado emocional dos jogadores com atividades em grupo e individual.

Gaertner está trabalhando agora com a categoria de base e fazendo eventuais consultas individuais com os jogadores do elenco principal. Para Renato, nada melhor que alguém que conhece bem a realidade de um atleta para trabalhar a parte emocional em uma situação tão delicada.

Por isso, ele mesmo assumiu o papel de psicólogo do grupo. O pedido de mudança aconteceu antes mesmo de Renato assinar o contrato, ainda no período de negociações com Alfredo Ibiapina, no Rio de Janeiro.

“Respeito muito a profissão deles, mas não é o momento melhor. O psicólogo para o meu grupo agora sou eu, porque já passei por essas situações, estive desse lado por 20 anos. Eu sei o que eles precisam ouvir nesse momento. Volto a repetir: com todo respeito aos psicólogos, o psicólogo para o jogador de futebol nesse momento no grupo do Atlético sou eu”, frisou.

Mesmo considerando importante a atuação de um psicólogo, Renato Gaúcho deposita maior empenho no trabalho de aperfeiçoamento do time em campo neste momento.

“O trabalho psicológico é importante, mas o trabalho de finalizações, tático, técnico e físico também é importante. Em cima disso tenho que trabalhar também a cabeça dos jogadores, porque quanto mais eu tiver o jogador de cabeça boa, mais ele vai render”, afirmou o comandante.

Com uma semana de Furacão, o técnico também tem mudado algumas outras rotinas no clube. Uma delas é liberar os atletas para as coletivas de imprensa apenas depois da banheira de gelo.

Para zelar, e até mesmo blindar ainda mais o elenco, Renato Gaúcho tem evitado que a imprensa tenha acesso a todo o trabalho – mesmo em dias pré-definidos de abertura do CT do Caju.

A medida, que também serve para esconder a tática escolhida para enfrentar os adversários, será mantida até que ele tenha mais intimidade com o grupo. “Preciso dar um pouquinho mais de tranquilidade aos meus jogadores, dando mais atenção para mostrar a maneira que quero que se comportem dentro de campo e com vocês. De repente alguém vai ficar inibido ou vocês podem filmar alguma coisa que não é necessário, para ajudar o adversário”, explicou Renato Gaúcho,ontem, em conversa com a imprensa.