Os dois jogadores mais importantes do Coritiba vivem um momento especial esta tarde. Luís Mário e Aristizábal, as principais contratações do futebol paranaense em 2004, pela primeira vez entram em campo para enfrentar o Atlético. E logo em uma final, a primeira da decisão do campeonato paranaense. Experientes, ambos reconhecem a motivação diferenciada, e mesmo a ansiedade pré-clássico.

Ari confessa que está nervoso. “Na véspera do jogo, fica complicado para dormir”, comenta. Quando aconteceu o Atletiba da primeira fase, o colombiano estava longe da forma física ideal, nem sequer foi citado por Antônio Lopes na formação da equipe. “É especial, e eu realmente fico motivado. Sei o que é jogar um clássico, e também sei que quero conquistar mais um título na minha carreira”, diz.

Em contrapartida, Luís estava nos planos de Lopes para o jogo do dia 1.º de fevereiro. Mas ele recebeu três cartões amarelos em três jogos e acabou suspenso, também ficando de fora. “É inevitável você ficar ansioso, e eu estou esperando muito pelo jogo. Já joguei clássicos, e agora vou ter a possibilidade de participar do principal clássico do Paraná”, afirma.

Apesar de jogar no Couto Pereira, Aristizábal não acredita que haja muita vantagem para o Coritiba no jogo de hoje. “Os dois times são da mesma cidade, as torcidas vão estar no estádio. Então não tem muita diferença. Mas é claro que a força que a nossa torcida vai nos dar será muito importante”, resume o atacante.

O colombiano chega a dizer que não se preocupa nem com a vantagem que o regulamento dá ao Atlético. “Eu não queria estar na pele deles, porque nessa situação não se sabe como se deve jogar. Se pensar só em empatar, acaba perdendo”, comenta Ari. “A nossa obrigação é vencer, para ter a vantagem do nosso lado”, completa Luís Mário.