Foi para lavar a alma. Para não deixar qualquer dúvida de que o Paraná Clube vai lutar até o fim para retornar à primeira divisão. A vitória por 2×0 no clássico contra o Coritiba, na Vila Capanema, colocou o time mais perto do G4 da Série B do Campeonato Brasileiro e também devolveu um pouco mais de tranquilidade para o técnico Matheus Costa, que vinha sofrendo com as cobranças e com os protestos da torcida.

Ao final do jogo, o treinador, ao lado dos jogadores, foi comemorar a vitória junto com a galera, na curva norte, onde fica localizada a torcida organizada Fúria Independente. Matheus sabia que estava devendo. Foram quase três meses sem vencer dentro da Vila Capanema e o comandante paranista dedicou o resultado positivo ao torcedor que compareceu em bom número ao estádio.

“Nós temos uma das mais baixas folhas salariais da Série B e nunca deixamos de figurar entre os melhores times da competição. O futebol brasileiro está assim e eu me preocupo com isso. Jogador xingando treinador, treinador brigando com atleta, jogador xingando torcida. Não existe trabalho a longo prazo no Brasil. Sei que estava devendo ao torcedor e dedico hoje essa vitória a eles. Sou muito feliz no Paraná e sei da grandeza desse clube”, cravou o treinador.

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No clássico Paratiba, o Paraná não teve uma atuação de encher os olhos, mas foi, sobretudo, seguro defensivamente para conseguir vencer o Coritiba. Conseguiu marcar dois gols nos primeiros 13 minutos de jogo e depois apenas se defendeu. E muito bem, diga-se de passagem. Foi, na verdade, um jogo típico de segunda divisão, onde os três pontos eram mais importantes do que qualquer grande apresentação.

A disposição e o espírito de luta que o Paraná entrou em campo chamaram a atenção. Nessa reta final da Série B do Campeonato Brasileiro, o técnico Matheus Costa sabe da importância dessa mobilização para conseguir chegar nas últimas rodadas da competição nacional lutando pelo acesso.

Matheus Costa tirou selfie com a galera. Foto: Hedeson Alves
Matheus Costa tirou selfie com a galera. Foto: Hedeson Alves

“Faltam 56 dias para o termino da competição, e para nós o espírito é de que o ano está só começando. Sabíamos que uma vitória nos colocaria muito próximo do G4. Nosso ímpeto em campo demonstrou nossa vontade de vencer e a torcida nos ajudou com a sua energia. Temos muito trabalho pela frente, mas estamos focados para entrar no G4”, reforçou o treinador.

Quando conquistou o acesso em 2017, o técnico Matheus Costa viu como o fator casa foi importante. Na Vila Capanema, o Tricolor foi praticamente irretocável e por isso conseguiu retornar à Série A. O clássico contra o Coritiba serviu para mostrar que, depois de quase três meses sem vencer no Durival Britto, o time paranista poderá usar a força do seu torcedor para seguir brigando na parte de cima da classificação da Segundona.

Mas antes de voltar a jogar em casa, dia 15 de outubro, contra o Brasil de Pelotas, o Paraná terá dois jogos complicados fora de casa contra o Operário, amanhã, e Bragantino, no sábado. Se conseguir dois bons resultados nesses compromissos, o Tricolor voltará para a Vila Capanema ainda mais motivado para marcar sua nova arrancada no momento decisivo da Série B.

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